De 1930 a 2026: colecionador de MS tem todos os álbuns de Copas
De 1930 a 2026: colecionador de MS tem todos os álbuns de Copas

O que começou como um simples passatempo em 1974 se transformou em uma verdadeira máquina do tempo sobre o futebol mundial. Há mais de 50 anos, o sul-mato-grossense Paulo Barbosa mantém o mesmo ritual a cada quatro anos: abrir pacotinhos e colecionar álbuns da Copa do Mundo. Hoje, seu acervo é uma relíquia que atravessa gerações, reunindo registros históricos desde o primeiro torneio, em 1930, até a recém-lançada edição de 2026.

Uma coleção que vale ouro

Ficar de olho nesse mercado também faz parte da rotina de Paulo, onde figurinhas especiais chegam a ultrapassar R$ 2 mil e itens raros de edições passadas alcançaram a impressionante marca de R$ 9 mil. Muito além das cifras, o acervo ajuda a resgatar o tempo em que os cromos vinham como brindes de mercadorias. A edição favorita de Paulo é a lendária de 1982, da inesquecível seleção de Zico e Sócrates.

Como começou essa história

A paixão começou em 1974, quando Paulo completou o primeiro álbum e deu início à coleção que segue até hoje. Naquela época, além de iniciar o arquivo, ele foi atrás dos álbuns e revistas das edições antigas. A paixão atravessou décadas e mudanças na forma de colecionar. Entre 1930 e 1938, por exemplo, as figurinhas eram distribuídas como brindes na compra de produtos. Já o primeiro álbum oficial de uma Copa do Mundo foi lançado em 1950, no Brasil, marcando o início do formato que se popularizou no mundo todo. Com o tempo, o material também mudou: as figurinhas deixaram de ser coladas manualmente e passaram a ter versões mais práticas, acompanhando os avanços da indústria gráfica e da tecnologia.

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Paixão que atravessa gerações

Mesmo depois de adulto, Paulo manteve o hábito de colecionar. Para ele, a experiência vai além de completar as páginas. "Se você for colocar no álbum, lógico, fechar o álbum é uma coisa importante. Mas eu acho que o X da questão é você abrir. Quando você abre o pacotinho, acho que ali é importante", afirma. Além da coleção histórica, Paulo acompanha o mercado de figurinhas especiais, que movimenta trocas e negociações entre colecionadores. Segundo ele, algumas unidades podem alcançar valores entre R$ 600 e R$ 2 mil, dependendo da procura. Ele também lembra que uma figurinha especial de Neymar chegou a ser negociada por até R$ 9 mil durante a Copa de 2022.

O álbum de 2026 e as trocas

Para completar o álbum da Copa de 2026, que tem 980 figurinhas, colecionadores recorrem às trocas para conseguir os itens que faltam. Paulo afirma que essa prática continua sendo parte importante do processo. Em sua coleção, ele acumula mais exemplares do que as 22 edições já realizadas da Copa do Mundo, incluindo álbuns repetidos. Entre todos, há um favorito: o da Copa de 1982, considerada por muitos uma das melhores seleções a não conquistar o título mundial. O álbum da Copa de 2026 já está completo. Agora, Paulo busca reunir todas as figurinhas especiais da edição. Para ele, o valor da coleção não está apenas nas figurinhas ou nos álbuns completos, mas também nas relações construídas ao longo de mais de cinco décadas de trocas entre colecionadores.

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