O valor médio da cesta básica nas cidades do Vale do Paraíba caiu 2,53% em julho na comparação com junho deste ano. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (3) pelo Núcleo de Pesquisas Sócio-Econômicas (Nupes), ligado à Universidade de Taubaté (Unitau).
Com o recuo, o custo para uma família de cinco pessoas passou de R$ 2.990,52 em junho para R$ 2.914,88 em julho. Na prática, a redução é de R$ 75,64 no orçamento mensal de quem compra a cesta completa.
A queda de 2,53% é a maior registrada desde maio de 2019, quando o levantamento apontou redução de 2,65% no preço médio da cesta.
O que influenciou a queda
Segundo o Nupes, o aumento da oferta de legumes e a melhora das condições climáticas em julho foram os fatores que contribuíram para o recuo nos preços. O clima mais favorável ajudou na produção e no abastecimento de hortifrútis na região.
Esses fatores foram determinantes para o comportamento de itens com forte peso na cesta básica, como o tomate, a cenoura e a batata.
Produtos com as maiores quedas
O tomate liderou as quedas no mês passado, com redução de 30,75%. Em seguida aparecem a cenoura, que ficou 27% mais barata, e a batata, que teve queda de 23,17%.
- Tomate: -30,75%
- Cenoura: -27%
- Batata: -23,17%
Além desses, outros produtos também podem ter contribuído para o resultado geral do indicador, segundo o levantamento.
Altas no período
Nem todos os preços caíram. O mamão formosa subiu 14,9% em julho, sendo o item com a maior alta. A cebola também registrou aumento expressivo, de 11,39%, no mesmo período.
Apesar das altas, o comportamento dos preços dos hortifrútis foi suficiente para manter a cesta no campo negativo, de acordo com o Nupes.
Pesquisa da Unitau monitora custo de vida
O Nupes é responsável por um acompanhamento mensal dos preços de alimentos na região do Vale do Paraíba. O estudo considera a quantidade de produtos necessária para atender uma família de cinco pessoas e é usado como referência para medir a variação do custo de vida.
O resultado de julho mostra como as condições de oferta e o clima podem impactar diretamente o bolso do consumidor. A tendência é que novas edições da pesquisa ajudem a traçar um panorama mais completo dos preços na região ao longo do ano.



