Campinas inicia obra de R$ 2,9 milhões para enterrar rede elétrica no Centro
Campinas enterra rede elétrica no Centro com R$ 2,9 mi

A Prefeitura de Campinas (SP) assinou nesta quinta-feira (30) a ordem de serviço para o início das obras de aterramento da rede elétrica no Centro da cidade. O investimento total é de R$ 2,9 milhões, e a conclusão está prevista para 2027. A proposta é substituir a fiação aérea de energia elétrica, iluminação pública e telefonia por uma rede subterrânea no trecho da Rua Marechal Deodoro, entre a Rua Doutor Quirino e a Avenida Francisco Glicério.

Segurança e estética como prioridades

Victor Deantoni, reitor da PUC-Campinas, destacou os benefícios da mudança: “A fiação, que hoje é aérea, tem dificuldades de ficar presa em árvores, pode provocar incêndios, ela pode, através de uma ventania, ficar vulnerável a algum tipo de acidente. Quando você transfere isso para uma rede subterrânea [...] não tem os postes, o que facilita a locomoção, esteticamente é muito mais agradável, além dos fatores de segurança”. A ação será realizada em conjunto com a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Paulista) e a Vésper Campinas, concessionária responsável pela iluminação pública.

Cronograma e interdições

Segundo a Prefeitura, as obras começam na segunda-feira (3), e o trecho será interditado durante os trabalhos. Após a conclusão da fiação subterrânea, a Secretaria de Serviços Públicos fará o nivelamento do trecho de paralelepípedos e instalará piso nas duas calçadas, exceto no Pátio dos Leões, cuja calçada é tombada pelo patrimônio histórico. Também serão realizados o realinhamento das guias e das sarjetas.

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Investimento compartilhado

Do montante total, cerca de R$ 1,5 milhão serão aportados pela CPFL Paulista, R$ 700 mil pela Prefeitura e R$ 200 mil pela Vésper Campinas. Segundo o prefeito Dário Saadi (Republicanos), outros projetos de aterramento da fiação e requalificação de ruas da região central devem ser anunciados nos próximos meses. De acordo com o diretor-presidente da CPFL Paulista, Rafael Lazzaretti, a rede subterrânea é mais resistente, sofre menos interrupções e pode ser implantada sempre que houver viabilidade técnica e financeira.

Etapas da transição para rede subterrânea

Rafael Lazzaretti explicou que a mudança ocorre em etapas: nas extremidades do trecho são feitos os pontos de transição da rede aérea para a subterrânea ("muflas"); são construídos dutos para receber os cabos subterrâneos; os padrões de ligação dos imóveis são adaptados ao novo sistema. Ao todo, 235 clientes terão as ligações convertidas para a rede subterrânea.

Contexto de revitalizações no Centro

Desde 2021, a Prefeitura de Campinas tem investido na requalificação da região central. Entre as ações estão as obras nas ruas José Paulino e Avenida Campos Salles, a reforma do Mercado Municipal, a implantação do Palácio da Cidade e a troca do mobiliário da Praça Guilherme de Almeida e do Largo do Rosário. Também estão em estudo projetos para requalificar as ruas Thomas Alves e Costa Aguiar.

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