A sensação térmica durante a partida entre Brasil e Escócia, nesta quarta-feira (24), pode atingir 43°C, segundo estudo do Imperial College de Londres. O calor extremo preocupa jogadores e torcedores, que buscam formas de se refrescar nos estádios.
Estudo aponta estádios mais quentes
O Imperial College identificou os quatro estádios mais quentes da Copa do Mundo, com jogos do Brasil em três deles na primeira fase: Nova Jersey, Filadélfia e Miami, onde o Brasil enfrenta a Escócia. A pesquisa também concluiu que uma em cada quatro partidas será disputada sob condições de calor elevado.
Em Miami, a temperatura já chegava a 38°C, e a Fifa montou áreas com 30 ventiladores de cada lado para o público se refrescar. No entanto, na quarta-feira, o calor pode ser ainda mais intenso.
Fatores que agravam a sensação térmica
A professora de estudos climáticos Katherine Mach, do Imperial College, explicou como é calculada a sensação térmica: "É como calculamos a sensação térmica, levando em conta temperatura, umidade, incidência do sol e vento. Quando está muito úmido, como aqui em Miami, o suor não evapora. Por isso não refresca a pele e o corpo sua ainda mais. O que pode provocar desidratação".
O estudante Artur Vieira, que se refresca como pode, acredita que o Brasil pode levar vantagem: "O calor vai ser um a zero para a gente. Mas, para os escoceses, vai ser dez a zero".
Impacto nos jogos e torcedores
O calorão preocupa não apenas os atletas, mas também os torcedores. A parte mais importante do uniforme, segundo relatos, é qualquer acessório que refresque: vale ventilador, leque e água. Esta é considerada a Copa mais quente dos últimos tempos.
A Fifa já implementou medidas para amenizar o calor, como áreas de hidratação e ventiladores, mas a sensação térmica prevista de 43°C acende um alerta para a saúde dos presentes.



