Uma auditoria interna na Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) revelou um prejuízo de R$ 220 milhões em investimentos realizados no Banco Master. O caso segue um roteiro semelhante ao escândalo do Rioprevidência, envolvendo alterações nas políticas de investimento e possíveis interferências políticas.
Investigação aponta irregularidades
De acordo com a auditoria, os aportes na instituição financeira começaram dias após um jantar entre o então governador Cláudio Castro e o empresário Daniel Vorcaro, em Nova York. O ex-governador nega qualquer interferência nos investimentos da estatal.
Negociações em condições inadequadas
A investigação mostrou que as negociações para o aporte ocorreram quando o Banco Master não atendia aos critérios mínimos exigidos pela política de investimentos da Cedae. Foram identificadas alterações nas regras internas, permitindo que recursos fossem aplicados em um banco com classificação de risco inferior ao recomendado.
Medidas tomadas pela Cedae
Após a descoberta, a Cedae exonerou os responsáveis pelas áreas de investimentos e busca agora o ressarcimento dos valores perdidos. A empresa também acionou os órgãos de controle para investigar possíveis irregularidades.
A auditoria interna aponta que o prejuízo de R$ 220 milhões poderia ter sido evitado se as políticas de investimento tivessem sido seguidas corretamente. O caso levanta suspeitas de conluio e má gestão, com impacto direto nos cofres públicos.



