A Federação de Jiu-Jitsu de São Paulo (FELFASP) realizou um evento inédito no último fim de semana: o primeiro campeonato de parajiujitsu da história da entidade. A competição aconteceu no Ginásio do Ibirapuera, na capital paulista, e reuniu dezenas de atletas com deficiência física e intelectual, vindos de diversas regiões do estado.
Um marco para o esporte adaptado
O parajiujitsu é uma modalidade adaptada do jiu-jitsu tradicional, criada para permitir a participação de pessoas com deficiência. As regras foram modificadas para garantir a segurança e a igualdade de condições entre os competidores, que foram divididos em categorias de acordo com o tipo e grau de deficiência.
O evento contou com o apoio da Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo e de patrocinadores privados. Para o presidente da FELFASP, Carlos Alberto Santos, o campeonato representa um passo importante na inclusão social pelo esporte.
“O jiu-jitsu é uma arte marcial que ensina disciplina e respeito. Agora, com o parajiujitsu, estamos dando oportunidade para que todos possam vivenciar esses valores”, afirmou Santos.
Participação e emoção
Os atletas demonstraram grande entusiasmo e determinação durante as lutas. Um dos destaques foi João Pedro Silva, de 28 anos, que possui paralisia cerebral e conquistou a medalha de ouro em sua categoria. “Treino há três anos e sempre sonhei em competir. Hoje realizei esse sonho”, disse emocionado.
Além das competições, o evento ofereceu palestras sobre inclusão e a importância do esporte adaptado, além de oficinas de iniciação ao parajiujitsu para crianças e adolescentes com deficiência.
Perspectivas futuras
A FELFASP já planeja a segunda edição do campeonato para o próximo ano, com a expectativa de ampliar o número de participantes e categorias. A federação também estuda a criação de um calendário regular de competições e a formação de uma seleção paulista para representar o estado em torneios nacionais.
O sucesso do evento reforça a tendência de crescimento do esporte adaptado no Brasil, que vem ganhando cada vez mais espaço e reconhecimento. Para os organizadores, o parajiujitsu não é apenas uma modalidade esportiva, mas uma ferramenta de transformação social.



