O Brasil foi novamente alvo de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. A partir desta sexta-feira, 24 de junho, entra em vigor uma tarifa de 12,5% sobre as importações de aço e alumínio brasileiros. A medida foi anunciada pelo governo americano sob a justificativa de combater práticas de comércio desleal, mas foi classificada como arbitrária pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) do Brasil.
Reação do governo brasileiro
Em nota oficial, a Secom afirmou que as tarifas são arbitrárias e que o Brasil acionará a lei da reciprocidade. O mecanismo permite que o país adote medidas equivalentes contra produtos americanos. A pasta destacou que a decisão dos EUA ignora o histórico de cooperação bilateral e os acordos firmados no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Impacto econômico e comercial
A tarifa de 12,5% atinge diretamente as exportações brasileiras de aço e alumínio, que somam bilhões de dólares anualmente. Segundo dados do Ministério da Economia, o Brasil é um dos maiores fornecedores desses metais para os EUA. A medida pode afetar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano e gerar retaliações comerciais.
Contexto das tarifas americanas
Os EUA impuseram tarifas sobre aço e alumínio em 2018, durante o governo Trump, mas o Brasil conseguiu uma cota de isenção. Em 2020, a cota foi substituída por uma tarifa de 10% para o aço, que agora sobe para 12,5%. A decisão ocorre em meio a tensões comerciais globais e à guerra comercial entre EUA e China.
Próximos passos e negociações
O governo brasileiro estuda as medidas de retaliação, que podem incluir tarifas sobre produtos americanos como milho, soja e carne suína. A expectativa é que as negociações bilaterais avancem para evitar uma escalada do conflito comercial. A Secom reiterou que o Brasil buscará uma solução negociada, mas não abrirá mão de seus interesses comerciais.



