Estudo da UFPI identifica 115 espécies de aves em Teresina e destaca áreas verdes
UFPI identifica 115 espécies de aves em Teresina

Um estudo realizado pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) identificou 115 espécies de aves em Teresina e destacou que as áreas verdes são fundamentais para a preservação desses animais. A pesquisa, inédita na capital piauiense, também revela que o avanço da urbanização tem reduzido a diversidade de aves na cidade.

Levantamento inédito

O trabalho, conduzido por pesquisadores da UFPI, analisou quais espécies vivem em Teresina, onde estão concentradas e quais fatores influenciam sua sobrevivência. De acordo com o estudo, a maior diversidade de aves é encontrada em locais com vegetação abundante, como o Parque da Cidade, o Bioparque Zoobotânico e as regiões próximas aos rios Parnaíba e Poty.

Nessas áreas, as aves encontram alimento, abrigo e condições adequadas para reprodução, especialmente as espécies mais sensíveis ao ambiente urbano. Os pesquisadores explicam que os dados demonstram que as áreas verdes fornecem recursos essenciais para espécies nativas que são mais vulneráveis ao processo de urbanização.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Espécies dependentes

Entre as aves que dependem dessas áreas verdes estão o marreco, a garça-branca, o socózinho e o gavião-caramujeiro, comuns em regiões com presença de água. Já espécies como o gavião-pega-macaco e o capitão-de-saíra-amarelo necessitam de árvores de maior porte para sobreviver e se reproduzir.

Impacto da urbanização

Apesar das 115 espécies registradas, o número é inferior ao encontrado em regiões mais preservadas do estado, como o Parque Nacional de Sete Cidades e o Parque Nacional da Serra da Capivara. Segundo os pesquisadores, o crescimento urbano é um dos principais fatores para essa redução.

A expansão de áreas construídas, o asfaltamento, a poluição e o acúmulo de lixo comprometem o habitat das aves. Além disso, a diminuição das áreas verdes e o aumento do ruído dificultam a permanência de espécies que antes eram comuns na cidade.

Importância das plantas nativas

O estudo também ressalta a relevância do uso de plantas nativas na arborização urbana. Um exemplo citado é o buriti (Mauritia flexuosa), uma palmeira essencial para a nidificação do andorinhão-do-buriti (Tachornis squamata), espécie que mantém uma relação ecológica estreita com essa planta.

Observação de aves

A pesquisa aponta ainda que a observação de aves pode contribuir para a preservação ambiental ao aproximar a população da natureza. Os pesquisadores destacam que essa prática sensibiliza as pessoas para a importância da biodiversidade urbana e pode mobilizar a sociedade em ações voltadas à proteção das espécies.

Medidas de preservação

Os pesquisadores defendem a manutenção dos parques urbanos e o uso de árvores nativas como medidas essenciais para evitar a redução das aves em Teresina. A preservação dessas áreas é crucial para garantir a sobrevivência das espécies e manter o equilíbrio ecológico na capital piauiense.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar