O professor e criador de aves Straus Michalsky, de Poços de Caldas (MG), está oferecendo uma recompensa de R$ 1 mil para quem encontrar Nino, uma jandaia que desapareceu na última sexta-feira (3) após não retornar de um voo supervisionado. Nino faz parte do grupo Araras Viajantes e sumiu depois de acompanhar Gilberto, uma das araras do grupo, em um voo de longa distância.
Detalhes do desaparecimento
Segundo Michalsky, a arara Gilberto retornou para casa, mas a jandaia se perdeu no trajeto. "O Nino acabou acompanhando o Gilberto num voo de mais de 15 km e, nesse caminho, o Gilberto voltou e ele se perdeu", contou o professor. As aves são conhecidas na cidade e costumam voar livremente pela região há cerca de 10 anos.
Strauss acredita que o animal tenha sido recolhido por alguém. "Fazem 10 anos que eles estão aqui, voando aqui no bairro. A comunidade sempre me ajuda a mantê-los em liberdade. É bem provável que o Nino esteja na gaiola, na casa de alguém. Ele é muito mansinho, ele vai descer no ombro, na cabeça de alguém", diz o tutor.
Buscas e rastreamento
O professor tem realizado buscas pela ave, que é criada com autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e possui uma anilha com o telefone dele. O raio de busca foi ampliado para cerca de 20 quilômetros. As araras que vivem com Strauss utilizam rastreador por GPS, mas o equipamento não pode ser instalado em Nino devido ao tamanho da ave.
Com as informações do rastreador da arara, Strauss estima que Nino possa ter chegado perto de Pocinhos do Rio Verde, distrito de Caldas. "A gente já está usando um protocolo de busca. Eu aumentei o raio para 20 km, então estou procurando numa região muito grande. Nesse voo, o Gilberto chegou a 13 km de distância. Eu estou passando por lá visitando, deixando aviso no cadeado das porteiras. Eu preciso da ajuda de todos para descobrir na casa de quem o Nino está e mostrar para ele que tem uma família aqui esperando ele de volta."
Impacto na família de aves
Em casa, a ausência do animal também é sentida pela companheira dele, a Lis. "Eles são pareados. Eles pareiam para a vida. O parzinho dele tá aqui, tá meio perdido, chamando ele. Mas ele está longe e provavelmente não tem possibilidade de voltar porque deve estar preso na casa de alguém", acredita Michalsky.
Na tentativa de sensibilizar quem possa estar com o animal, o professor oferece uma recompensa. "Uma recompensa de R$ 1 mil para amolecer o coração dessa pessoa que está com o Nino e devolvê-lo para a família", diz.
Criação autorizada pelo Ibama
Michalsky cria aves há mais de uma década de forma legal. Elas foram adquiridas em criadouros autorizados e identificadas com anilhas. "Todos os animais nasceram em cativeiro. Vieram de criadouros autorizados pelo Ibama. Tenho toda a documentação para mantê-los como animal de estimação", afirma. Segundo o professor, os voos livres fazem parte da rotina diária das aves, que costumam sair pela manhã e no fim da tarde, sempre retornando para casa.



