Preso em Manaus suspeito de zoofilia com denúncias e mensagens em app
Preso em Manaus suspeito de zoofilia; app ajudou investigação

Um homem foi preso na manhã desta quinta-feira (30) no bairro Redenção, Zona Centro-Oeste de Manaus, suspeito de praticar zoofilia. A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) informou que denúncias anônimas e mensagens encontradas em um aplicativo de conversas foram determinantes para identificar o investigado e reforçar os indícios do crime.

Investigação baseada em denúncias e conversas

De acordo com a polícia, as denúncias apontavam que o homem procurava animais de grande porte para cometer os abusos. Durante as investigações, os policiais tiveram acesso a conversas em que o suspeito buscava animais para a prática criminosa e chegou a pedir que um deles fosse levado até sua casa durante a noite. A corporação afirmou que essas mensagens foram um dos elementos que embasaram a prisão.

Confissão e encaminhamento à delegacia especializada

No momento da abordagem, o suspeito confessou a prática criminosa, segundo a PC-AM. Após a prisão, ele foi levado à Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema), que investiga crimes de maus-tratos contra animais. A polícia também revelou que o homem adquiria animais de raça e oferecia dinheiro a terceiros para conseguir acesso aos animais.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Lei da Bestialidade no Amazonas

A zoofilia é proibida no Amazonas pela Lei nº 7.644/2025, conhecida como Lei da Bestialidade. A legislação estadual prevê multa de R$ 5 mil por animal vítima do abuso, perda da guarda de todos os animais sob responsabilidade do infrator e encaminhamento dos animais para atendimento veterinário e adoção responsável, quando necessário. Além das penalidades administrativas, os responsáveis podem responder criminalmente com base na legislação federal, como a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998).

Denúncias e canais de ajuda

Denúncias de crimes contra animais podem ser feitas à Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet) pelo telefone (92) 98127-0039. A polícia reforça a importância da colaboração da população para coibir esse tipo de crime, que causa sofrimento aos animais e é punido com rigor no estado.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar