Hospital e UPA de Coronel Fabriciano terão gestão única pela Santa Casa de Curitiba
Hospital e UPA de Coronel Fabriciano terão gestão única

A Prefeitura de Coronel Fabriciano anunciou a terceirização da gestão do Hospital José Maria de Moraes e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para a Santa Casa de Misericórdia de Curitiba. A partir de agosto, as duas unidades passarão a ser administradas pela instituição paranaense, conforme contrato emergencial de 12 meses. A medida, segundo a administração municipal, busca unificar a gestão, reduzir custos e melhorar a eficiência dos serviços de saúde.

Anúncio e justificativa

O anúncio foi feito nesta terça-feira (21) durante coletiva na prefeitura. O prefeito Sadi Lucca (PL) explicou que a decisão foi tomada após uma tentativa de credenciamento para uma nova gestora não ser concluída. “Tivemos que fazer uma dispensa emergencial para que a gente pudesse ter uma gestão total dentro do hospital e também da UPA”, afirmou.

Atualmente, o hospital e a UPA custam cerca de R$ 5,3 milhões por mês. De acordo com Sadi Lucca, um dos objetivos da mudança é tornar a administração mais eficiente. “Com essa nova gestão, eu tenho certeza que a gente vai melhorar ainda mais a otimização de recursos lá dentro, a gestão de equipe e principalmente o atendimento à população”, disse.

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Detalhes da terceirização

A prefeitura informou que o Hospital José Maria de Moraes continuará atendendo exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O prefeito ressaltou que a mudança não representa a privatização da unidade. A terceirização também deve concentrar em uma única instituição a gestão de serviços que hoje são executados por diferentes contratos – atualmente, cerca de dez empresas atuam em diferentes áreas do hospital e da UPA.

Impacto nos trabalhadores e atendimentos

Sobre os trabalhadores das unidades, o prefeito informou que todos serão mantidos inicialmente durante o processo de transição. Haverá adequações administrativas para a nova forma de gestão, mas sem interrupção dos atendimentos. De acordo com a direção da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba, neste primeiro momento não há previsão de ampliação do número de leitos. A prioridade será manter o funcionamento atual do hospital e da UPA e implementar melhorias nos processos internos e assistenciais.

Próximos passos

Ao fim do contrato emergencial, a prefeitura informou que vai avaliar os resultados da gestão para decidir se publica um novo edital para contratação definitiva ou se adota outro modelo de administração das unidades.

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