Uma aparição rara surpreendeu moradores e pesquisadores no Litoral de Santa Catarina neste fim de semana. Um exemplar de foca-leopardo (Hydrurga leptonyx), espécie nativa da Antártica, foi registrado na praia de Passo de Torres, no Sul do estado catarinense, no sábado (20). O animal marinho foi avistado por moradores que acionaram a instituição Educamar por meio do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP).
Monitoramento e retorno ao mar
No local, os profissionais fizeram o isolamento preventivo da área para garantir a segurança da espécie e da comunidade local. “Nossa equipe veterinária fez avaliação e constatou que o animal estava responsivo, ativo, e com bom escore corporal”, explica a bióloga Suelen Santos, coordenadora do PMP-BP na Educamar. Apesar do monitoramento feito no domingo (21) e ao longo desta segunda-feira (22), a foca-leopardo não voltou a ser avistada na região, indicando que retornou ao mar por meios próprios.
Deslocamento incomum para o Norte
O deslocamento de indivíduos dessa espécie em direção ao Norte é um fenômeno que ocorre de forma regular durante os meses de outono e inverno. Contudo, segundo a instituição Educamar, avistamentos desses animais na costa brasileira são incomuns. Por isso, o registro feito em Santa Catarina é considerado raro.
Características da foca-leopardo
De corpo alongado, cabeça e boca grandes e dentes fortes, a foca-leopardo possui pelos acinzentados, com manchas claras no dorso e escuras no ventre. Os machos chegam a 3,4 metros e as fêmeas, a 3,6 metros, com peso de até 500 quilos. O animal é predador de pinguins, de outras aves marinhas e de filhotes de foca-caranguejeira. Ele também se alimenta de krills, peixes, lulas e polvos.
Orientações para a população
A Educamar solicita que, caso a foca-leopardo ou qualquer outro animal marinho seja avistado novamente na faixa de areia, a população entre em contato imediatamente pelo telefone 0800 641 5665 e siga as seguintes diretrizes de segurança: mantenha distância, evite aproximações para fotos ou vídeos; afaste cães e curiosos para impedir estresse ou ataques ao animal; não ofereça alimento, pois o animal está em seu ciclo natural; e não tente devolver o animal ao mar, pois intervenções incorretas podem ferir o espécime.



