Campanha arrecada livros sobre história negra em Juiz de Fora
Arrecadação de livros sobre história negra em Juiz de Fora

A Prefeitura de Juiz de Fora lançou uma campanha de arrecadação de livros sobre história da população negra, cultura afro-brasileira e temas correlatos. As doações vão compor o acervo da Sala de Pesquisa Adenilde Petrina, espaço recém-inaugurado na sede da Secretaria Especial da Igualdade Racial (Seir), localizada na avenida Barão do Rio Branco, nº 2.234, no Centro.

Quem foi Adenilde Petrina

Adenilde Petrina Bispo foi professora, filósofa, militante do movimento negro e liderança comunitária em Juiz de Fora. Ela faleceu em 2025, aos 73 anos. A sala integra o Centro de Preservação da Memória Negra de Juiz de Fora e Região (CenPre) e foi criada para reunir materiais de pesquisa voltados à história da população negra, às relações raciais e à produção de conhecimento sobre o tema.

Como doar

Podem ser doados livros em bom estado de conservação. A prioridade é para obras que tratem de relações raciais, história e cultura afro-brasileira, povos tradicionais, movimentos sociais, direitos humanos e temas relacionados. Os exemplares devem ser entregues na sede da Seir, na avenida Barão do Rio Branco, nº 2.234, em frente ao Parque Halfeld. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos sábados, das 9h às 15h.

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Homenagem a uma liderança comunitária

A sala leva o nome de Adenilde Petrina Bispo, professora, comunicadora popular e uma das principais lideranças comunitárias de Juiz de Fora. Referência na liderança comunitária e no movimento negro, Adenilde também atuou como radialista na cidade. Nos últimos anos, ganhou destaque pelas ações do Coletivo Vozes da Rua, com trabalho social voltado aos jovens da periferia. Pelo reconhecimento da atuação, em 2017, recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), instituição onde se formou em História na década de 1970. Durante 10 anos, atuou na rádio comunitária Mega, no bairro Santa Cândida, onde morava, com debates sobre direitos sociais, como acesso à saúde, saneamento básico, educação e transporte coletivo. Ela faleceu em 2025.

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