Amazonas lidera salários da Polícia Civil; PM de Goiás paga mais
Amazonas lidera salários da Polícia Civil; PM de Goiás paga mais

Os policiais civis do Amazonas recebem os maiores salários brutos do Brasil, com média de R$ 26.824,02, enquanto os de Minas Gerais têm os menores vencimentos, de R$ 12.195,03, de acordo com o estudo Raio-X das Forças de Segurança, divulgado nesta terça-feira (4) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Entre as polícias militares, Goiás paga a maior média salarial, de R$ 15.685,47, e o Piauí registra os menores vencimentos brutos, de R$ 6.648,84. Os dados têm como base informações repassadas pelos estados aos pesquisadores do fórum, mas parte dos governos não enviou todos os dados solicitados, como o valor dos salários líquidos.

Polícia Militar: Goiás no topo, Piauí na lanterna

O levantamento considera os salários médios brutos (valor integral, sem descontos) de todas as patentes da PM: soldados, cabos, sargentos, subtenentes, tenentes, capitães, majores, tenentes-coronéis, coronéis, aspirantes a oficiais e alunos. A média nacional para um policial militar é de R$ 10.329,61.

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Na lista por estado, Goiás aparece com a maior média (R$ 15.685,47), seguido pelo Distrito Federal (R$ 14.427,87) e Tocantins (R$ 14.108,50). No extremo oposto, Piauí (R$ 6.648,84), Paraíba (R$ 7.832,83) e Maranhão (R$ 8.410,46) têm os menores salários.

Polícia Civil: Amazonas dispara na liderança

No caso dos policiais civis, o salário bruto médio no país é de R$ 15.512,52, superior ao dos militares. A conta inclui investigadores, escrivães e delegados. O Amazonas lidera com folga, com vencimentos de R$ 26.824,02, seguido por Tocantins (R$ 21.229,81) e Mato Grosso (R$ 20.476,79).

Os menores salários brutos médios da Polícia Civil estão em Minas Gerais (R$ 12.195,03), Paraíba (R$ 12.894,22) e Acre (R$ 13.081,94). A disparidade entre os estados é expressiva: a diferença entre o maior e o menor salário é de mais de R$ 14 mil.

Efetivos abaixo do previsto em lei

O estudo também aponta déficit nos efetivos policiais. No caso dos policiais militares, o país tem 413 mil profissionais, mas a estimativa é de que deveriam ser quase 620 mil, uma defasagem de 34%. Já as polícias civis contam com 97 mil investigadores, escrivães e delegados, enquanto o ideal seria de 175 mil, um déficit de 45%.

O Fórum compara o número enviado pelas secretarias estaduais com o que determina a lei de cada estado sobre o efetivo das polícias. Os dados foram fornecidos pelas secretarias de segurança pública dos 26 estados e do Distrito Federal, mas nem todos os governos enviaram informações completas.

Outros destaques do Raio-X das Forças de Segurança

Além dos salários, o estudo revela que as Guardas Civis Municipais (GCMs) puxaram alta de 3% no total de agentes de segurança no país, com crescimento de 13% entre os guardas. As polícias militares subiram 2% e as civis, 1%. Em contrapartida, a Polícia Federal (-3%) e a Polícia Rodoviária Federal (-4%) registraram queda no efetivo entre 2023 e 2025.

O Brasil conta com 818 mil profissionais das forças de segurança. Quase 1,4 mil municípios possuem Guarda Civil Municipal, que supera 100 mil agentes e é a segunda maior força em números, atrás apenas das Polícias Militares. No entanto, 44 municípios têm efetivos de guardas acima do permitido por lei.

O estudo também aponta que o país tem um PM para cada 21 km², em média, mas no Amazonas esse número sobe para um profissional a cada 180 km². As mulheres ocupam apenas 7% dos postos de comando das PMs. O efetivo de bombeiros é de 0,3 por mil habitantes, com o Distrito Federal tendo um bombeiro por km² e o Amazonas, um para cada 1.168 km².

Outro dado relevante é a queda de 3% no número de policiais penais entre 2023 e 2025, enquanto a população carcerária cresceu 6% no mesmo período. Os gastos totais com remuneração da segurança pública estadual (ativos e inativos) somam R$ 230 bilhões anuais, o equivalente a 1,8% do PIB previsto para 2025.

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