Executivos temem que IA 'emburreça' funcionários, mostra pesquisa
Executivos temem que IA 'emburreça' funcionários

Uma pesquisa da consultoria Boston Consulting Group (BCG) revelou que 60% dos gestores temem que a inteligência artificial (IA) esteja prejudicando habilidades críticas de seus funcionários, como pensamento criativo e resolução analítica de problemas. O levantamento, que ouviu executivos de diversas empresas, aponta que metade dos entrevistados já percebeu esse impacto em suas equipes.

Perda de habilidades é ameaça significativa

Segundo o estudo, a perda de habilidades cognitivas é considerada uma “ameaça significativa” para a produtividade e inovação nas organizações. Os gestores relatam que a dependência excessiva de ferramentas de IA pode reduzir a capacidade dos funcionários de pensar de forma independente e resolver problemas complexos sem auxílio tecnológico.

“A IA pode tornar as pessoas mais preguiçosas mentalmente”, afirmou um dos executivos participantes da pesquisa, sob condição de anonimato. “Se não tomarmos cuidado, corremos o risco de perder habilidades que levamos anos para desenvolver.”

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Poucas empresas adotam estratégias de mitigação

Apesar das preocupações, apenas 10% das empresas implementaram estratégias para mitigar esse efeito. Entre as medidas citadas estão a realização de exercícios sem uso de IA e a avaliação crítica dos resultados gerados por chatbots. No entanto, a maioria das organizações ainda não possui planos concretos para lidar com o problema.

“É um alerta importante”, destacou o relatório da BCG. “As empresas precisam equilibrar os benefícios da IA com a manutenção das competências humanas essenciais.”

Impacto já é perceptível

Metade dos executivos afirmou já ter observado uma diminuição na capacidade analítica e criativa de suas equipes após a adoção de ferramentas de IA. O fenômeno é mais evidente em áreas como marketing, desenvolvimento de produtos e análise de dados, onde a tecnologia é amplamente utilizada.

Para especialistas, a solução passa por treinamento contínuo e pela definição de limites claros para o uso da IA no ambiente de trabalho. “Não se trata de abandonar a tecnologia, mas de usá-la de forma inteligente”, concluiu o estudo.

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