Um terremoto de magnitude 7,6 atingiu o norte do Japão nesta segunda-feira, 8 de dezembro de 2025, levando o governo a emitir alertas de tsunami para as regiões de Hokkaido, Aomori e Iwate. O abalo ocorreu a 80 km de Misawa, a uma profundidade de 50 km, em uma zona de subducção do Círculo de Fogo do Pacífico. Este evento não é isolado: faz parte da dinâmica natural da região mais sísmica do planeta.
O que é o Círculo de Fogo do Pacífico?
O Círculo de Fogo do Pacífico é uma faixa de 40 mil quilômetros em formato de ferradura que circunda o oceano Pacífico. Passa por Japão, Rússia, Estados Unidos, Canadá, México, América Central, Sudeste Asiático, Nova Zelândia e Oceania. A região é caracterizada por forte atividade sísmica e vulcânica: estima-se que existam pelo menos 450 vulcões ativos ao longo da faixa, muitos deles entre os mais monitorados do mundo. Em média, um abalo é registrado a cada cinco minutos dentro do Círculo.
Por que tantos terremotos acontecem ali?
Segundo a Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o Círculo de Fogo resulta do encontro de diversas placas tectônicas. Nos limites onde essas placas se tocam, ocorrem três tipos de movimentos: afastamento, que abre espaço e gera atividade geológica; atrito, que libera energia em forma de abalos; e subducção, quando uma placa desliza sob a outra. É a subducção que explica muitos dos grandes terremotos e tsunamis do Pacífico. Ao ser empurrada para baixo, a placa afunda em direção ao interior da Terra, pressiona o magma e cria instabilidade suficiente para provocar vulcões e tremores de alta magnitude. O Japão está exatamente sobre um desses limites.
Relação com tsunamis
Quando o deslocamento das placas ocorre próximo ao fundo do oceano, a liberação brusca de energia pode empurrar grandes volumes de água, criando ondas que se propagam por longas distâncias. Exemplos recentes incluem o terremoto de 8,8 na Rússia em 2025, cujo tsunami atingiu Japão e Havaí; o terremoto de Fukushima em 2011, com ondas de até 15 metros que devastaram cidades japonesas; e o tremor de 7,6 de hoje, onde as autoridades preveem ondas de até 3 metros em regiões do norte e leste do país. O risco é maior para áreas costeiras próximas ao epicentro.
Outros tremores recentes
Além do terremoto de 7,6, um abalo de magnitude 7,1 atingiu o sul do Japão nesta terça-feira, 28 (mês não especificado). Autoridades alertaram que novos tremores podem ser sentidos por até uma semana. A região do Círculo de Fogo já esteve por trás de outros grandes eventos, como o terremoto de magnitude 8,8 que atingiu a Rússia em 2025. A lógica é sempre a mesma: o movimento intenso das placas tectônicas ao redor do Pacífico.
O terremoto de 7,6 desta segunda-feira não é um evento isolado. Ele faz parte da dinâmica natural — e altamente ativa — da região mais sísmica do planeta, onde cerca de 90% dos terremotos do mundo são registrados, de acordo com dados geológicos.



