Supercomputador Dell PowerEdge XE9680 começa a ser instalado na Unifei
Supercomputador Dell PowerEdge XE9680 instalado na Unifei

O Sul de Minas passa a contar com um dos computadores mais potentes do país voltados à pesquisa científica. O supercomputador Dell PowerEdge XE9680 começou a ser instalado na Universidade Federal de Itajubá (Unifei) e promete ampliar o acesso a tecnologias de alto desempenho na região.

Doação e parceria

O equipamento foi doado pela Intel, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e permitirá a realização de cálculos e simulações complexas em poucas horas, tarefas que, em computadores convencionais, poderiam levar dias ou até semanas. A estrutura será utilizada principalmente em pesquisas nas áreas de inteligência artificial, engenharia, ciência de dados e desenvolvimento de novas tecnologias.

Segundo a universidade, a chegada do supercomputador deve consolidar a Unifei como um polo de computação de alto desempenho, área ainda concentrada nos grandes centros de pesquisa do país.

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Infraestrutura e operação

A data de início das operações ainda não foi definida. De acordo com a instituição, equipes trabalham nos ajustes da infraestrutura elétrica para garantir o funcionamento do equipamento. “A expectativa é ativar a máquina no menor tempo possível e que ela funcione como um laboratório multiusuário, atendendo pesquisadores da instituição e parceiros externos”, afirma o reitor da Unifei, Marcel Parentoni.

Na prática, empresas da região também poderão utilizar a estrutura para desenvolver soluções, testar projetos e otimizar processos com maior capacidade de processamento. “É uma máquina com capacidade muito grande. Ao unir o conhecimento da universidade com as demandas externas, conseguimos desenvolver soluções aplicadas também fora dela”, diz o professor Hector Monteiro.

IA própria e autonomia tecnológica

Com maior capacidade computacional, o supercomputador permitirá acelerar projetos em diferentes áreas, como o desenvolvimento de tecnologias para o agronegócio, a otimização de processos industriais e a criação de sistemas de inteligência artificial. O acesso será remoto e compartilhado, o que deve ampliar o alcance da tecnologia para alunos, pesquisadores, empresas e instituições.

A expectativa é que a estrutura fortaleça a inovação e aproxime ainda mais a universidade das demandas do mercado. Outro destaque é a possibilidade de desenvolvimento de sistemas próprios de inteligência artificial dentro da universidade, reduzindo a dependência de plataformas estrangeiras.

“Hoje usamos ferramentas na nuvem. Com o supercomputador, podemos criar nossos próprios sistemas de IA dentro da universidade, com mais controle sobre os dados”, afirma o professor. “Muitas tecnologias criadas no exterior nem sempre funcionam perfeitamente aqui. Agora podemos treinar modelos voltados para a nossa realidade, especialmente em áreas como agricultura e tecnologia”, completa.

Tendência global

O investimento acompanha uma tendência global, de acordo com o representante do MCTI, Alessandro Campos. “A inteligência artificial hoje é uma área estratégica para todos os países. Existe uma corrida global, como já aconteceu com outras tecnologias no passado”, afirma.

Segundo a Unifei, o supercomputador deve funcionar como um laboratório multiusuário, ampliando o impacto da produção científica e estimulando a inovação na região. A expectativa é também de geração de novas oportunidades para empresas e profissionais.

Impacto para estudantes

Para os estudantes, a expectativa é de mais oportunidades dentro da própria universidade. “Essa tecnologia vai impulsionar áreas como engenharia, programação e inteligência artificial, além de fortalecer o desenvolvimento da região. A expectativa é que Itajubá e o Sul de Minas colham bons resultados com essa estrutura”, afirma o estudante André Kaique Silva Lourenço, do 3º período de Design.

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