Em um fenômeno nunca antes observado, cientistas descobriram um planeta que acelera sua própria destruição. O objeto celeste, localizado a cerca de 1.500 anos-luz da Terra, orbita tão perto de sua estrela-mãe que seu material é arrancado pela intensa gravidade e calor, formando uma cauda de detritos que eventualmente cai de volta sobre o planeta, criando um ciclo de autodesintegração.
Detalhes da descoberta
A descoberta foi feita por uma equipe internacional de astrônomos utilizando dados do telescópio espacial TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA. O planeta, designado como TOI-6255 b, é do tamanho de Netuno e completa uma órbita ao redor de sua estrela a cada 5,7 horas. Essa proximidade extrema faz com que a estrela exerça forças de maré tão fortes que o planeta está perdendo massa a uma taxa de cerca de 10% por bilhão de anos.
"É como se o planeta estivesse se despedaçando lentamente, mas o material que perde acaba sendo puxado de volta pela gravidade, criando um ciclo de destruição contínua", explicou o Dr. Michael Zhang, líder do estudo e pesquisador da Universidade da Califórnia, em Berkeley. "Nunca vimos nada igual."
Impacto para a ciência
O fenômeno pode ajudar os cientistas a entender melhor como planetas morrem e como sistemas planetários evoluem ao longo do tempo. Estima-se que o planeta TOI-6255 b se desintegre completamente em cerca de 10 milhões de anos, um período relativamente curto em termos cósmicos.
"Este planeta nos dá uma janela única para os processos finais da vida de um mundo", afirmou a coautora do estudo, Dra. Sarah Millholland, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). "Observar esse ciclo de autodestruição pode revelar segredos sobre a composição interna de planetas e como eles interagem com suas estrelas."
Contexto da pesquisa
A descoberta foi publicada na revista científica The Astronomical Journal e apresentada na reunião da American Astronomical Society. Os pesquisadores planejam continuar monitorando o sistema com telescópios como o James Webb para obter mais detalhes sobre a composição do material ejetado.
O estudo também pode ter implicações para a busca por vida em outros planetas, uma vez que processos de destruição planetária podem liberar compostos orgânicos no espaço. No entanto, os cientistas alertam que o TOI-6255 b é inóspito, com temperaturas de superfície superiores a 2.000 graus Celsius.



