Pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) analisaram uma gravação de 1955 em que o médium Chico Xavier psicografou mensagens para o líder espírita português Isidoro Santos. O estudo, publicado na revista científica internacional Explore, concluiu que 87,7% das informações fornecidas por Chico eram corretas e apenas 3% incorretas. Os pesquisadores destacaram a improbabilidade de ele ter obtido tais dados por meios convencionais, reforçando o debate sobre a mediunidade e a possível sobrevivência da consciência após a morte.
A sessão mediúnica, registrada em fita de áudio de 54 minutos, ocorreu em 3 de junho de 1955, em Pedro Leopoldo (MG). Durante o encontro, Chico psicografou dois poemas atribuídos a poetas portugueses e uma carta supostamente ditada pela esposa falecida de Isidoro. Além disso, descreveu 18 pessoas falecidas, a maioria conhecidas do visitante, detalhando características físicas, comportamentais e situações de suas vidas.
O estudo, intitulado 'Análise da Ocorrência de Recepção Anômala de Informação Mediúnica: O Caso de Chico Xavier e Isidoro Santos', é assinado por pesquisadores de Portugal e do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde (NUPES) da UFJF. Eles verificaram que, dos 65 itens de informação passíveis de verificação, 88% estavam corretos. Em pelo menos 30,8% dos casos, seria improvável que Chico tivesse acesso às informações por meios convencionais, como conversas ou pesquisas em livros.
Alexander Moreira-Almeida, diretor do NUPES e um dos autores, explicou que a equipe investigou publicações portuguesas e brasileiras da época para avaliar se Chico poderia ter obtido os dados antecipadamente. A conclusão foi que muitas informações eram de difícil acesso no Brasil, o que torna o caso ainda mais intrigante para a ciência.



