Cientistas ativam efeito restaurador do sono em cérebros acordados
Efeito restaurador do sono ativado em cérebros acordados

Pesquisadores dos Estados Unidos conseguiram ativar o efeito restaurador do sono em partes do cérebro acordado de camundongos, imitando os padrões do sono não REM (NREM). O estudo, financiado pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH), oferece novos detalhes sobre como o cérebro se reinicia durante o sono e pode levar a avanços na prevenção do declínio cognitivo humano.

O sono não REM e a memória

O sono não REM, que representa cerca de 80% do sono em adultos, é quando as junções entre os neurônios responsáveis pela formação de memórias são avaliadas. Durante essa fase, o cérebro consolida as informações adquiridas ao longo do dia, fortalecendo as conexões neurais importantes e descartando as irrelevantes.

No estudo, os cientistas conseguiram induzir localmente os efeitos restauradores do sono em camundongos acordados, compensando a privação de sono em tarefas de memória. Isso sugere que o sono pode ser induzido de forma localizada para restaurar funções cognitivas, sem a necessidade de dormir.

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Implicações para a saúde humana

Os resultados da pesquisa, publicados em uma revista científica de renome, abrem novas perspectivas para o tratamento de distúrbios do sono e declínio cognitivo associado à idade. A capacidade de ativar os efeitos restauradores do sono em áreas específicas do cérebro pode levar ao desenvolvimento de terapias não invasivas para melhorar a memória e a função cerebral em humanos.

Os pesquisadores destacam que ainda são necessários mais estudos para confirmar os resultados em humanos e entender os mecanismos exatos envolvidos. No entanto, a descoberta representa um passo importante na compreensão de como o sono restaura o cérebro e como podemos aproveitar esse processo para benefício da saúde.

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