A implementação do Pix por aproximação no iPhone no Brasil ainda não tem data para começar, conforme admitem executivos da Apple em conversas com autoridades brasileiras. A solução enfrenta divergências regulatórias e técnicas, com a empresa resistindo a abrir sua plataforma para terceiros.
Obstáculos regulatórios e divergências com o Cade
O principal entrave está relacionado ao acesso ao chip NFC dos iPhones, essencial para transações por aproximação. A Apple defende seu direito de cobrar pelo licenciamento da tecnologia e expressa preocupações com segurança e privacidade dos dados dos usuários. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investiga práticas anticompetitivas da empresa, o que agrava o impasse.
Negociações em andamento
Na Califórnia, executivos da Apple admitem que há conversas com autoridades brasileiras, mas ressaltam que ainda há muito trabalho a ser feito. A empresa busca um modelo que atenda às exigências locais sem comprometer seus padrões de segurança.
Contexto internacional e críticas ao Pix
A situação é agravada por questões políticas internacionais, com críticas dos Estados Unidos ao sistema Pix brasileiro. Especialistas apontam que a indefinição pode atrasar a adoção da modalidade no país, enquanto consumidores aguardam uma solução.
A expectativa é que as negociações avancem nos próximos meses, mas ainda não há previsão para o lançamento oficial.



