Zema dobra aposta contra Gilmar Mendes em vídeo satírico ácido
Zema dobra aposta contra Gilmar em vídeo satírico

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), voltou a atacar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes com um vídeo satírico ainda mais ácido do que os anteriores. A publicação, divulgada nas redes sociais nesta sexta-feira, 26, eleva o tom das críticas e escancara a insatisfação do chefe do Executivo mineiro com o magistrado.

O conteúdo do vídeo

Na gravação, Zema aparece em um cenário que simula um tribunal, com direito a toga e martelo, enquanto faz referências diretas a decisões de Gilmar. O governador ironiza a atuação do ministro, especialmente em casos envolvendo investigações de corrupção e liberdades processuais. A sátira inclui bordões como “aqui quem manda sou eu” e “não tem recurso que me segure”, em clara provocação ao STF.

Reações e contexto político

A postagem ocorre em meio a um acirramento das relações entre o governo de Minas e o Judiciário. Zema, que já havia criticado Gilmar Mendes anteriormente por suposto ativismo judicial, agora dobra a aposta com um tom mais agressivo. A estratégia é vista por analistas como uma tentativa de mobilizar a base conservadora e fortalecer sua imagem de “combatente” contra o que chama de “excessos do STF”.

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Por outro lado, aliados de Gilmar Mendes classificaram o vídeo como “desrespeitoso” e “institucionalmente inadequado”. O ministro, até o momento, não se manifestou publicamente sobre a sátira.

Impacto nas redes sociais

O vídeo rapidamente viralizou, acumulando milhões de visualizações em poucas horas. Enquanto apoiadores de Zema elogiam a “coragem” do governador, críticos apontam que a postura pode prejudicar o diálogo entre os Poderes. Especialistas em direito constitucional alertam que ataques pessoais a ministros do STF podem agravar a crise institucional.

A assessoria de Zema defendeu o vídeo como “exercício de liberdade de expressão” e afirmou que o governador continuará fiscalizando as decisões do Judiciário. O episódio promete esquentar ainda mais o debate sobre os limites da crítica política no Brasil.

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