O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, comunicou aos líderes partidários que a próxima semana será marcada por um esforço concentrado para impulsionar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa eliminar a escala de trabalho 6x1. A medida, que altera a jornada de trabalho atualmente permitida, tem gerado expectativas entre os senadores, que esperam um avanço significativo no texto.
De acordo com fontes do Senado, Alcolumbre deve divulgar a previsão de pauta até sexta-feira, definindo os próximos passos da tramitação. Com sessões presenciais agendadas, a PEC deve começar a ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde será discutida e votada antes de seguir para o plenário.
Contexto da proposta
A PEC que elimina a escala 6x1 é uma das prioridades do governo Lula, que busca melhorar as condições de trabalho e aumentar a popularidade do Executivo. A escala 6x1, que prevê seis dias de trabalho para um de descanso, é considerada desgastante por especialistas e sindicatos. A proposta pretende substituí-la por jornadas mais flexíveis, como a escala 5x2 ou 4x3, alinhando o Brasil a práticas internacionais.
Próximos passos
Os senadores esperam que a tramitação seja concluída antes das eleições de outubro, o que poderia dar um impulso político ao governo. Para isso, será necessário um acordo entre as bancadas para acelerar as votações. Alcolumbre já sinalizou que pretende utilizar todos os mecanismos regimentais para garantir o avanço da matéria.
Além da CCJ, a PEC precisará passar por uma comissão especial e ser aprovada em dois turnos no plenário do Senado, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada um. Se aprovada, seguirá para a Câmara dos Deputados.
Reações
Líderes partidários receberam o anúncio com cautela. Enquanto a base governista comemora a iniciativa, a oposição critica a pressa e aponta possíveis impactos econômicos. Representantes de setores empresariais alertam para o aumento de custos, enquanto sindicatos defendem a medida como um avanço social.
O senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), líder do governo no Congresso, afirmou que a PEC é uma das prioridades e que o esforço concentrado é necessário para cumprir o cronograma. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou a proposta como 'eleitoreira' e prometeu obstruir a tramitação.



