Um mês sem Maduro: Venezuela sob tutela americana e mudanças no petróleo
Um mês sem Maduro: Venezuela sob tutela americana e mudanças no petróleo

Há exatamente um mês, Nicolás Maduro foi capturado em Caracas durante um bombardeio ordenado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que deixou quase 100 mortos entre civis e militares. Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram levados para Nova York, onde aguardam julgamento por tráfico de drogas.

O poder foi assumido pela então vice-presidente Delcy Rodríguez, que mantém o discurso chavista, mas implementa mudanças exigidas por Washington. A Venezuela aprovou uma reforma na lei do petróleo que, na prática, revoga a nacionalização de 1976 e o modelo estatista de Hugo Chávez. Agora, empresas privadas podem operar sem a obrigatoriedade de participação minoritária da estatal PDVSA, com redução de royalties e simplificação de impostos.

A reaproximação com os EUA incluiu a retomada das relações diplomáticas, rompidas desde 2019. Trump chamou Rodríguez de “formidável” e a convidou para a Casa Branca. No entanto, o secretário de Estado Marco Rubio alertou que ela pode ter o mesmo destino de Maduro se não cumprir os objetivos americanos.

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Apesar das mudanças, a oposição chavista organiza marchas contra o que chama de “sequestro” de Maduro. A TV estatal exibe músicas pedindo sua libertação, e drones mostraram seu rosto e trechos de sua declaração ao tribunal de Nova York, onde se definiu como “prisioneiro de guerra”.

Especialistas classificam a situação como “estabilidade tutelada”, com o chavismo no poder sob influência direta dos EUA. A Venezuela precisa de cerca de US$ 150 bilhões para recuperar a indústria petrolífera, afetada por corrupção e má gestão.

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