O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (23) que Israel e Irã concordaram com um cessar-fogo completo, com início previsto para terça-feira (24). A declaração foi feita em meio a intensos combates entre os dois países, que já duram dez dias.
No entanto, o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, negou que um acordo tenha sido fechado. Segundo ele, o Irã só aceitará um cessar-fogo se Israel interromper seus ataques até as 4h pelo horário de Teerã (21h30 de segunda-feira em Brasília). Araqchi afirmou que as operações militares iranianas continuaram até o último minuto antes do prazo.
De acordo com a agência Reuters, Trump e o vice-presidente J.D. Vance discutiram a proposta com o emir do Catar. Uma fonte disse que Trump informou ao emir que Israel havia aceitado o cessar-fogo e pediu ajuda para convencer o Irã. O Catar teria mediado uma ligação na qual o Irã inicialmente concordou, mas depois negou.
O governo de Israel não confirmou oficialmente o acordo. Um porta-voz das Forças de Defesa de Israel se recusou a comentar, enquanto uma emissora israelense informou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aceitou o cessar-fogo, desde que o Irã não realize novos ataques.
O anúncio ocorre um dia após Trump defender uma mudança de regime no Irã e dois dias depois de um bombardeio americano a alvos nucleares iranianos, incluindo a usina de Fordow. O Irã retaliou nesta segunda-feira com mísseis contra uma base americana no Catar, que foram interceptados sem causar vítimas.
Desde o início do conflito, em 13 de junho, dezenas de pessoas morreram e milhares ficaram feridas, a maioria civis. Israel alega que o Irã está perto de obter uma bomba atômica e justificou os ataques como medida de autodefesa.



