O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta segunda-feira, 6, que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresente as qualificações profissionais de Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, para atuar como cuidador do ex-chefe do Executivo durante o período de prisão domiciliar.
Na última quinta-feira, 2, os advogados de Bolsonaro pediram a inclusão do nome de Torres no rol de pessoas autorizadas a frequentar a residência do ex-presidente no Jardim Botânico, em Brasília. A defesa quer que o irmão de Michelle seja adicionado como cuidador, sem necessidade de autorização prévia do Tribunal a cada visita.
Em sua decisão, Moraes destacou que a defesa não apresentou qualquer indicação de qualificação de Torres como enfermeiro ou técnico de enfermagem, descrevendo-o apenas como 'irmão de criação da esposa do réu' e 'pessoa de confiança da família'. Enquanto Bolsonaro cumpria pena em regime fechado, Torres era responsável pela entrega das marmitas do ex-presidente.
Torres, que é pré-candidato a deputado distrital pelo PL do Distrito Federal, afirmou ao UOL que a saúde e o bem-estar de Bolsonaro são prioridades e que, se necessário, abriria mão da candidatura para dar atenção a ele.
No mesmo despacho, Moraes autorizou a inclusão do médico ortopedista Alexandre Firmino Paniago na equipe responsável pelo acompanhamento de Bolsonaro, permitindo visitas sem comunicação prévia, desde que respeitadas as condições impostas pela Corte.



