Michelle Bolsonaro segue internada após bloqueio para tratar cefaleia
Michelle Bolsonaro segue internada após procedimento

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) permanece internada após passar por um procedimento médico para tratar um quadro de cefaleia neste domingo (2). A assessoria de Michelle confirmou que aguarda um novo boletim da equipe médica sobre o estado de saúde dela. A internação ocorre no mesmo dia em que o Partido Liberal (PL) realiza sua convenção, na qual ela e Bia Kicis devem lançar oficialmente suas candidaturas ao Senado Federal pelo Distrito Federal.

Segundo a assessoria, Michelle foi submetida a um "bloqueio anestésico dos nervos cranianos e pericranianos" em razão da persistência das dores de cabeça. O procedimento é uma técnica médica utilizada para alívio de dores crônicas na região craniana, por meio da aplicação de anestésico em nervos específicos. A ex-primeira-dama já estava internada para realizar uma bateria de exames com o objetivo de investigar enxaquecas recorrentes, que vinham se repetindo com frequência.

Na noite de sábado (1º), Michelle publicou em suas redes sociais uma foto em uma cama de hospital e agradeceu "pelas orações e por todo carinho". A publicação foi feita antes da realização do bloqueio, que ocorreu no dia seguinte. A assessoria não detalhou o horário exato do procedimento, mas informou que a equipe médica deve emitir um novo boletim em breve.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

O que é o bloqueio anestésico dos nervos cranianos e pericranianos

O bloqueio anestésico aplicado em Michelle é um procedimento minimamente invasivo, geralmente realizado sob anestesia local, que visa interromper a transmissão dos sinais de dor ao cérebro. A técnica é indicada para pacientes com cefaleia crônica ou enxaquecas que não respondem bem a tratamentos convencionais. Nervos como o occipital, o supraorbital e o auriculotemporal podem ser alvos desse tipo de bloqueio, dependendo da localização da dor.

A assessoria da ex-primeira-dama não divulgou detalhes sobre a duração da internação nem sobre a necessidade de novos procedimentos. A informação oficial é apenas a de que Michelle permanece sob cuidados médicos e que a equipe responsável acompanha a evolução do quadro.

Convenção do PL e o cenário eleitoral no Distrito Federal

A convenção do PL marcada para este domingo (2) é um dos principais eventos do partido no Distrito Federal. Michelle Bolsonaro e Bia Kicis devem ter suas candidaturas ao Senado homologadas, em uma chapa que busca consolidar o apoio do eleitorado conservador na capital federal. A presença de Michelle, contudo, não foi confirmada no evento, já que ela segue hospitalizada. A assessoria não se pronunciou sobre a participação da ex-primeira-dama de forma remota ou sobre a possibilidade de adiamento da oficialização de sua candidatura.

A candidatura de Michelle é vista como uma das mais competitivas do PL no DF, aproveitando a popularidade do ex-presidente Jair Bolsonaro entre parte do eleitorado. Bia Kicis, deputada federal, também é um nome de peso no partido e disputa uma das vagas ao Senado.

STF autoriza irmã de Michelle a permanecer com Bolsonaro

Em decisão assinada no sábado (1º), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a entrada e a permanência de Geovanna Kathleen Ferreira Lima, irmã de Michelle Bolsonaro, na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária. A medida foi solicitada pela defesa de Bolsonaro, que argumentou que Michelle precisaria se ausentar para realizar exames médicos, com possibilidade de internação, e que a cunhada poderia prestar assistência tanto ao ex-presidente quanto à filha do casal durante esse período.

Moraes ressaltou que a autorização tem caráter excepcional e vale apenas até o retorno da ex-primeira-dama à residência. A decisão leva em conta a necessidade de alguém de confiança da família para acompanhar Bolsonaro e a filha do casal enquanto Michelle estiver hospitalizada.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar

Contexto da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O benefício foi concedido em março de 2026, após o ex-presidente ter sido internado para tratamento de broncopneumonia. Inicialmente, a autorização teve prazo de 90 dias, contados a partir da alta hospitalar. Posteriormente, Moraes decidiu manter a medida, considerando o quadro de saúde de Bolsonaro.

A prisão domiciliar é uma alternativa à prisão preventiva, determinada em razão de condições médicas que exigem cuidados especiais. Durante o período de internação de Michelle, a irmã dela foi autorizada a ocupar temporariamente o papel de acompanhante na residência.

A assessoria de Michelle Bolsonaro informou que aguarda um novo boletim da equipe médica sobre o estado de saúde da ex-primeira-dama. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a previsão de alta ou sobre a evolução do quadro após o bloqueio anestésico.