O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã pode ser uma arma mais eficiente do que uma bomba atômica, segundo a pesquisadora Giovana Branco. Em entrevista ao Conexão Record News, ela afirmou que a capacidade de abrir ou fechar a passagem serve como uma ferramenta de coerção internacional, diferente das armas nucleares, que são criadas para dissuasão.
A declaração ocorre em meio a tensões na região. Donald Trump tentou convencer aliados europeus a apoiarem o envio de navios ao estreito, mas Alemanha, Itália, Grécia e Reino Unido recusaram o pedido. A União Europeia, no entanto, busca alternativas para garantir a segurança das embarcações, incluindo uma possível missão naval europeia.
Giovana Branco destacou que, embora muitos países evitem se envolver na guerra, as consequências de um bloqueio no estreito afetam a todos. O Estreito de Ormuz é uma rota crucial para o comércio internacional de petróleo, e seu controle pelo Irã representa uma carta na manga na diplomacia global.



