O atrito entre Carlos Bolsonaro e o governador Jorginho Mello está levando partidos de centro a isolar o PL em Santa Catarina. O MDB, insatisfeito com a escolha de Adriano Silva como vice de Mello, saiu da base e articula uma aliança com PSD, União Brasil e PP. Essa coalizão controla 174 prefeituras e pode apoiar João Rodrigues (PSD) ao governo.
O impasse afeta a candidatura de Esperidião Amin ao Senado, favorecendo Carlos Bolsonaro e Carol de Toni. O MDB anunciou na segunda-feira sua saída da base de Jorginho após ser preterido no posto de vice. O presidente do diretório estadual do MDB, Carlos Chiodini, afirmou que a aliança entre os partidos não pode ser descartada.
A federação União-PP, irritada com o recuo de Jorginho na promessa de apoiar a reeleição de Amin, mostra-se disposta a apoiar o prefeito de Chapecó. O deputado federal Fabio Schiochet (União-SC) disse que, se o governador não mantiver o compromisso com Amin, eles irão caminhar com o PSD.
A formação da aliança com esses quatro partidos tende a abrir caminho para a candidatura de Carol de Toni ao Senado na chapa de Jorginho. Em outubro de 2024, Jorginho havia afirmado que a vice seria do MDB, mas a escolha por Adriano Silva pegou a todos de surpresa.



