Em meio ao caos dos terremotos que atingiram a Venezuela, uma mulher deu à luz em um campo de beisebol, iluminada apenas por lanternas de celulares. Eliana García, grávida de 38 semanas e com cesariana marcada, entrou em trabalho de parto sem recursos médicos adequados. A paramédica que a auxiliou, sem água nem luvas e apenas com álcool em gel, realizou o parto sob a luz dos aparelhos que ainda tinham bateria.
Detalhes do parto em meio à tragédia
Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, devastaram diversas regiões do país. Eliana deu à luz um menino, Gael Jesus, em um campo de beisebol que serviu como abrigo improvisado. A falta de estrutura médica tornou o parto ainda mais arriscado. "Foi um milagre", relatou a paramédica, que preferiu não se identificar. "Não tínhamos nada, apenas álcool em gel e a luz dos celulares."
Impacto dos terremotos
Os terremotos deixaram mais de 3.600 mortos e milhares de feridos. Parte da família de Eliana permanece desaparecida. O governo venezuelano declarou estado de emergência e equipes de resgate trabalham ininterruptamente para localizar sobreviventes. A situação é crítica em várias cidades, com hospitais lotados e falta de suprimentos básicos.
"Perdi contato com meus pais e irmãos depois do segundo tremor", disse Eliana, emocionada. "Não sei se estão vivos. Mas meu filho nasceu, e isso me dá forças."
Resposta das autoridades
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou o envio de ajuda humanitária e a mobilização das Forças Armadas para auxiliar nas buscas. Organizações internacionais, como a Cruz Vermelha, também se mobilizam para prestar assistência às vítimas. A prioridade, segundo o governo, é resgatar pessoas soterradas e fornecer atendimento médico aos feridos.
O parto de Eliana simboliza a resiliência em meio à devastação. Enquanto o país chora suas perdas, o nascimento de Gael Jesus traz um sopro de esperança.



