O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teria avisado o governo Lula desde a véspera que a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) seria derrotada, o que se confirmou na noite desta quarta-feira (29). Aliados que fizeram campanha pela aprovação afirmam que o desfecho já era esperado.
Nos bastidores, senadores relataram a um ministro do STF que gostariam de votar a favor, mas não foram liberados por Alcolumbre, reforçando o controle político da votação pelo presidente da Casa. A derrota é atribuída a uma combinação de fatores, incluindo traições de última hora e frustração com votos considerados certos.
O grupo do deputado Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, foi peça-chave na articulação para transformar a votação em um símbolo de enfrentamento ao governo. Além disso, a vontade pessoal de Alcolumbre contou com apoio de ministros do STF que não queriam Messias, como Alexandre de Moraes.
Após a derrota, aliados de Lula defendem que Messias não retorne ao cargo de advogado-geral da União, mas assuma o Ministério da Justiça. O presidente, no entanto, não deve ceder a pressões na escolha de um novo nome para o STF. Expectativas sobre delações do caso Banco Master, com possível envolvimento de integrantes do Centrão, também influenciaram o resultado.



