O senador Lindsey Graham, uma das vozes mais radicais do Partido Republicano em questões de política externa e segurança nacional, faleceu. A informação foi confirmada por fontes oficiais neste domingo. Graham era conhecido por sua postura inflexível contra o Irã, a Rússia e a Palestina, além de seu apoio incondicional a Donald Trump.
Trajetória política marcada pelo radicalismo bélico
Lindsey Graham, que serviu no Senado dos EUA desde 2003, construiu uma reputação como um dos maiores defensores de intervenções militares. Ele era um crítico ferrenho do acordo nuclear com o Irã e defendia ações militares preventivas contra o regime iraniano. Em relação a Israel, Graham era um aliado inabalável, apoiando a anexação de territórios palestinos e rejeitando a criação de um Estado palestino independente.
Segundo o colunista Guga Chacra, em newsletter especial, Graham representava “o mais radical pensamento bélico no Partido Republicano”. Sua atuação no Senado foi marcada por discursos inflamados e propostas de aumento de gastos militares.
Relação com Trump e o Capitólio
Apesar de inicialmente crítico a Trump, Graham tornou-se um de seus maiores aliados após a eleição de 2016. Durante o governo Trump, ele apoiou a retirada do acordo nuclear iraniano e a transferência da embaixada dos EUA para Jerusalém. Após a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021, Graham rompeu temporariamente com Trump, mas rapidamente retomou a aliança, tornando-se um dos principais defensores das políticas trumpistas no Congresso.
Graham também era conhecido por sua oposição ferrenha à Rússia, apoiando sanções e fornecimento de armas à Ucrânia. Sua morte deixa um vácuo na ala mais belicosa do Partido Republicano.
Reações e legado
Líderes republicanos e democratas prestaram homenagens a Graham, destacando sua longa carreira e convicções firmes. No entanto, críticos apontam que seu legado é marcado por posições extremistas que contribuíram para a polarização política nos EUA. A causa da morte não foi divulgada até o momento.



