A Chapecoense foi condenada a indenizar a família do jornalista Victorino de Albuquerque e Sá Chermont de Miranda, vítima do acidente aéreo ocorrido na Colômbia em novembro de 2016. O clube deverá pagar uma indenização de cerca de R$ 565 mil, além de uma pensão mensal de mais de R$ 12 mil à viúva e ao filho do jornalista.
Detalhes da indenização
A decisão judicial determina que a Chapecoense pague R$ 565 mil como reparação por danos materiais e morais. A pensão mensal, no valor de R$ 12.240, será destinada à esposa e ao filho do jornalista até que o filho complete 25 anos ou até a morte da viúva, caso ela não se case novamente. O valor da pensão foi calculado com base no salário que Victorino recebia como jornalista.
O acidente aéreo
O acidente ocorreu em 28 de novembro de 2016, quando o avião da LaMia que transportava a delegação da Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana caiu em Cerro Gordo, no município de La Unión, na Colômbia. A tragédia matou 71 pessoas, incluindo 19 jogadores, 25 membros da comissão técnica e 21 jornalistas. Victorino era um dos profissionais de imprensa que viajavam para cobrir a partida.
Responsabilidade do clube
A Justiça entendeu que a Chapecoense tinha responsabilidade pela segurança dos passageiros, incluindo os jornalistas credenciados para cobrir o evento. A decisão judicial destacou que o clube falhou ao não garantir condições seguras de transporte. A defesa da Chapecoense ainda pode recorrer da sentença.
Repercussão
A família do jornalista celebrou a decisão, mas ressaltou que nenhum valor pode compensar a perda. O filho de Victorino, que era criança na época do acidente, hoje tem 12 anos. A viúva afirmou que a indenização ajudará a garantir o futuro do filho, mas que a dor permanece.



