O governo brasileiro rejeitou a tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, classificando a medida como uma manipulação de um tema caro aos direitos humanos. A declaração foi feita por fontes oficiais após o anúncio da nova taxa, que entra em vigor nesta sexta-feira (24).
Contexto da tarifa
A tarifa de 12,5% foi anunciada pelos EUA como parte de uma revisão de políticas comerciais, mas o Brasil argumenta que a medida é injusta e desproporcional. Segundo o governo, a taxação afeta diretamente setores estratégicos da economia brasileira, como o agronegócio e a indústria manufatureira.
“Não há justificativa técnica para essa tarifa. Ela parece mais uma tentativa de pressionar o Brasil em temas que nada têm a ver com comércio”, afirmou uma fonte do Ministério das Relações Exteriores.
Reação do governo
O Palácio do Planalto emitiu nota oficial repudiando a medida e acusando os EUA de usar o argumento de direitos humanos como pretexto para protecionismo comercial. “O Brasil tem um histórico sólido na defesa dos direitos humanos, e não aceitaremos que esse tema seja instrumentalizado para prejudicar nossa economia”, diz o comunicado.
O governo estuda medidas de retaliação, incluindo a possibilidade de acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) e revisar tarifas sobre produtos americanos.
Impacto econômico
Especialistas estimam que a tarifa pode reduzir as exportações brasileiras para os EUA em até US$ 2 bilhões anuais. Setores como o de aço, alumínio e calçados são os mais afetados. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) criticou a decisão, classificando-a como “um golpe na competitividade brasileira”.
“Essa tarifa é um retrocesso nas relações comerciais bilaterais e prejudica ambos os países”, disse o presidente da CNI, em nota.
Próximos passos
O Itamaraty convocou o embaixador dos EUA para esclarecimentos e deve intensificar negociações nos próximos dias. Enquanto isso, o governo brasileiro busca apoio de outros países da América Latina para contestar a medida em foros multilaterais.



