O Partido Liberal (PL) em Minas Gerais está estruturando um plano B para a disputa ao governo do estado em 2026, diante da indefinição do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) sobre sua candidatura. A legenda busca atrair Marcelo Aro, ex-secretário da Casa Civil do governador Romeu Zema (Novo), para encabeçar a chapa e servir de palanque para o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Indefinição de Cleitinho abre espaço para Aro
Cleitinho, que foi o candidato mais votado ao Senado em Minas em 2022, com mais de 2,5 milhões de votos, ainda não confirmou se disputará o governo. A preferência do PL é por Cleitinho, mas dirigentes do partido admitem que as conversas com Marcelo Aro avançam. Segundo fontes da legenda, Aro tem demonstrado interesse e conta com o apoio de setores do agronegócio e de prefeitos do interior.
Palanque para Flávio Bolsonaro
O principal objetivo do PL é garantir uma candidatura forte que impulsione a campanha de Flávio Bolsonaro ao Senado. Flávio deve ser o nome da família Bolsonaro para a vaga na Câmara Alta, e o partido avalia que Aro, com sua experiência no governo Zema e trânsito entre conservadores, pode agregar votos. "Marcelo Aro é um nome viável e articulado. Ele pode unir a direita e fortalecer o palanque do Flávio", afirmou um dirigente do PL sob condição de anonimato.
Reconfiguração da direita mineira
A eventual candidatura de Aro pode fragmentar ainda mais o campo da direita em Minas. O atual governador, Mateus Simões (Novo), que assumiu após Zema, busca a reeleição, mas enfrenta resistência de setores conservadores. Aro, que foi braço direito de Zema, tem capital político próprio e pode atrair dissidentes do Novo e do Republicanos. Analistas apontam que a disputa pode se polarizar entre Simões, Aro e um candidato da esquerda, a depender das alianças.
Próximos passos
O PL mineiro deve oficializar sua estratégia até setembro de 2025, quando ocorrem as convenções partidárias. Enquanto Cleitinho não se decide, Marcelo Aro participa de reuniões com lideranças do partido e já sinalizou que topa o desafio. "Minas precisa de um projeto que una a direita e defenda os valores conservadores. Estou aberto ao diálogo", disse Aro em entrevista recente. As negociações devem se intensificar nas próximas semanas.



