Árbitro preso por injúria racial em jogo amador em Taubaté
Árbitro preso por injúria racial em Taubaté

Um árbitro de futebol amador foi preso em flagrante por injúria racial durante uma partida da segunda divisão do Campeonato de Futebol Amador de Taubaté, no interior de São Paulo. O caso ocorreu no domingo (19), no campo do bairro Cidade Jardim, onde o Rodoviário Futebol Clube enfrentava o Atlético Bonfim pela 8ª rodada.

Torcedor relata ofensas racistas

Leandro de Oliveira, um dos torcedores que denunciou o árbitro Pedro Raimundo Marques, contou à TV Vanguarda que foi chamado de 'preto lixo' e 'macaco'. Segundo ele, após questionar uma decisão do juiz, ouviu: 'Seus pretos lixos, pelo menos eu sou branco'. 'Fomos confrontá-lo pela ação que ele tomou no jogo. Além dele xingar a gente, ele proclamou injúria racial contra mim e outro torcedor', disse Leandro, que afirmou nunca ter passado por situação semelhante: 'É algo que machuca muito'.

Versão dos policiais e do árbitro

Conforme o boletim de ocorrência, policiais militares relataram que torcedores xingavam os árbitros com expressões como 'lixo'. Em resposta, Pedro Raimundo teria dito: 'Pelo menos sou lixo branco e não lixo preto'. Em depoimento, o árbitro admitiu ter xingado um torcedor e simulado uma ameaça de arma para se defender, mas negou qualquer fala discriminatória, alegando que foi agredido pela torcida.

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Justiça concede liberdade provisória

Nesta segunda-feira (20), Pedro Raimundo passou por audiência de custódia e a Justiça decidiu pela liberdade provisória do árbitro. A reportagem procurou a Liga Municipal de Futebol de Taubaté, que não quis se posicionar, mas publicou nota repudiando o caso e afirmando que 'manifestações racistas são inaceitáveis e não serão toleradas', prometendo apuração rigorosa com encaminhamento ao TJD e órgãos competentes.

Notas de repúdio

O Atlético Bonfim Futebol também repudiou os episódios de racismo, ameaças e intimidação sofridos pelo torcedor, e espera que os fatos sejam apurados. O Rodoviário Cidade Jardim foi acionado, mas o presidente não retornou o contato. A Defensoria Pública, responsável pela defesa de Pedro Marques, ainda não respondeu.

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