Rodri, volante da Espanha e do Manchester City, foi protagonista na conquista da Copa do Mundo de 2026, mesmo gerando controvérsias sobre seu merecimento em prêmios individuais. Com 122 passes que quebram linhas, segundo a Opta, e 93% de acerto em 705 passes, o jogador se destaca como um multiplicador de jogo, essencial para o esquema tático da seleção espanhola.
Atuação decisiva na final contra a França
Na final contra a França, a Espanha não apenas venceu, mas também impediu que os franceses finalizassem a gol durante os 90 minutos, algo que ocorreu pela terceira vez na história das Copas desde 1966. Rodri foi o maestro do meio-campo, ditando o ritmo e distribuindo passes precisos, raramente errando. Sua capacidade de pensar e jogar à frente, seja na Espanha ou no City, constrói jogadas e auxilia na destruição das investidas adversárias.
Os números que comprovam a eficiência
Além dos 122 passes que quebram linhas, Rodri manteve 93% de acerto em 705 passes, a maioria de primeira ou no segundo toque. Ele raramente toca três vezes na bola em cada participação, agindo como metrônomo e manômetro em campo. Quando toca para trás, é a melhor saída; quando joga pro lado, raro, faz o time girar. Seus passes à frente são fundamentais para a construção ofensiva.
Gols decisivos e títulos
Rodri também contribui com gols importantes, como o único título europeu do Manchester City, marcado contra a Inter em Istambul, em 2023. Após operar o joelho, voltou ao mesmo nível. Como capitão da Espanha, ergueu o caneco da Copa de 2026, merecidamente, pelo que a equipe fez e não deixou a França fazer, e pelo domínio contra a Argentina.
Opiniões divididas sobre prêmios individuais
Embora tenha sido eleito o melhor da Copa, muitos questionam se Rodri mereceu o Ballon D’Or em 2024, superando Vinicius Júnior, e o prêmio de melhor da Copa, em que Messi, aos 39 anos, foi o melhor em seis Copas. Para alguns, ele não merece tantos elogios, mas também não merece críticas excessivas. É um jogador que, no Brasil, talvez fosse ridicularizado e nem convocado, devido à pressa e pressão, mas que merece respeito por ser um multiplicador de jogo.
O futuro de Rodri
Em breve, Rodri poderá ser visto como o melhor pasteleiro, pagodeiro espanhol, ou até primeiro-ministro, premiado em Cannes. Mas, independentemente dos títulos, ele é o volante do 11 ideal da Copa de 2026 para muitos. Para o autor, Bellingham jogou mais, Mbappé muito mais, e Messi mais que todos, mas é uma questão de opinião. O indiscutível é que todo time precisa de um Rodri, hoje e sempre.



