O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realiza, na manhã desta quarta-feira (3), uma reunião ministerial no Palácio do Planalto. O encontro é o primeiro após a classificação das facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas e da divulgação, nesta terça-feira (2), de um relatório do governo americano que propôs impor uma nova tarifa de 25% ao Brasil.
O encontro também será o primeiro com os novos representantes dos Ministérios após a reforma promovida pela desincompatibilização dos ex-chefes das pastas para poderem concorrer às eleições de outubro.
Governo vê margem para negociação após ameaça de tarifa
O Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mantiveram conversas com representantes do governo Trump antes da divulgação do relatório que classificou práticas brasileiras como desleais. Os EUA acusam o Pix gratuito de forçar rivais americanos a subsidiar um 'campeão nacional'.
Apesar do momento político, a reunião ministerial já estava marcada antes dos anúncios feitos por Trump. A ideia inicial do encontro era alinhar com os novos ministros as iniciativas do governo, como o Desenrola Brasil, e definir prazos para realizar as entregas previstas para o último ano do mandato.
Resposta conjunta para evitar ruídos
Com os recentes anúncios, a expectativa é que o tema central da reunião seja alinhar uma resposta conjunta entre todos os ministérios para evitar ruídos na comunicação e desencontros de declarações sobre os temas.
Alinhamento para a campanha eleitoral
Ao todo, 17 ministros de Lula deixaram o governo até abril para poder disputar as eleições estaduais. Com isso, a reunião também deve ter como pauta secundária o alinhamento com as novas gestões para o início do período de campanha eleitoral.
Confira a lista de trocas ocorridas até abril.



