Governo rejeita tarifa dos EUA de 12,5% e nega risco fiscal em ano eleitoral
Governo rejeita tarifa de 12,5% e nega risco fiscal em ano eleitoral

O governo brasileiro rejeitou a imposição de uma tarifa de 12,5% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, classificando a medida como uma manipulação de um tema caro aos direitos humanos. A nova tarifa, que passa a valer hoje, foi justificada por Washington sob a alegação de combate ao trabalho forçado, mas o Brasil argumenta que a medida é injusta e protecionista.

Governo nega risco fiscal e promete superávit

Em meio às tensões comerciais, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou que não há risco de um 'all in' fiscal no ano eleitoral. 'Vamos melhorar o superávit custe o que custar', declarou Ceron, reforçando o compromisso do governo Lula com a disciplina fiscal. A declaração ocorre em um contexto de preocupações do mercado com possíveis gastos eleitorais.

Impacto da tarifa americana

A tarifa de 12,5% atinge 99,4% das importações dos EUA do Brasil, segundo dados oficiais. O governo brasileiro afirmou que a medida é uma 'manipulação de tema caro aos direitos humanos' e que tomará as medidas cabíveis para defender os interesses nacionais. O Ministério da Economia estuda recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) e buscar negociações diretas com os EUA.

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Mercado reage à tarifa e ao cenário fiscal

O Ibovespa opera em queda nesta sexta-feira, pressionado pela nova tarifa e por incertezas fiscais. Investidores monitoram os desdobramentos das relações comerciais entre Brasil e EUA, além das sinalizações do governo sobre o ajuste fiscal. Apesar das promessas de superávit, analistas alertam para os desafios de manter a disciplina em um ano eleitoral.

Segundo o JPMorgan, o alívio no fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira não deve durar, e a instituição rebaixou a recomendação para Caixa Seguridade, preferindo IRB e Porto. A Vanguard também destacou que 'a renda fixa, que antigamente protegia, precisa ser reavaliada' diante do novo cenário.

Outros destaques do noticiário

No mercado de seguros, a CVM vê 'caixinhas' do mercado se dissolvendo e busca resposta sem travar inovação. Já a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, afirmou na Expert XP que 'não existe moeda que possa substituir o dólar'. No Brasil, a Receita Federal abre consulta ao 3º lote de restituição do Imposto de Renda nesta semana.

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