O governo brasileiro rechaçou a tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, classificando a medida como uma manipulação de um tema caro aos direitos humanos. Em paralelo, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, negou que haja um risco de 'all in' fiscal no ano eleitoral, afirmando que o governo melhorará o superávit 'custe o que custar'.
Reação do mercado e alertas de bancos
O mercado financeiro reagiu com cautela às notícias. O Ibovespa caiu nesta sexta-feira (24), influenciado pela nova tarifa dos EUA. O JPMorgan fez um alerta: o alívio no fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira não vai durar. Segundo o banco, a melhora recente é temporária e não sustenta uma recuperação duradoura. Além disso, o JPMorgan rebaixou a recomendação para Caixa Seguridade, preferindo IRB e Porto em seguros, o que fez as ações CXSE3 caírem forte.
Durigan: superávit a qualquer custo
Dario Durigan rejeitou o risco de 'all in' fiscal, termo que se refere a uma aposta arriscada nas contas públicas. Ele afirmou que o governo está comprometido em melhorar o superávit primário, independentemente dos desafios. 'Vamos melhorar o superávit custe o que custar', disse Durigan, em evento da Expert XP. A declaração busca acalmar o mercado, que teme um aumento dos gastos públicos em ano eleitoral.
Tarifa dos EUA: impacto e reação
A tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, que passa a valer hoje, foi justificada pelos EUA como uma medida contra trabalho forçado. O governo brasileiro, no entanto, rechaçou a acusação e afirmou que a medida é uma manipulação de um tema caro aos direitos humanos. A tarifa atinge 99,4% das importações do país, segundo dados do governo americano. O Brasil estuda medidas de retaliação, mas ainda não há definição.
JPMorgan alerta para fluxo estrangeiro
O JPMorgan alertou que o alívio no fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira não vai durar. O banco destacou que a melhora recente é fruto de fatores temporários, como a redução de incertezas fiscais, mas que o cenário global ainda é desafiador. 'O fluxo estrangeiro deve se normalizar em breve, e a Bolsa brasileira pode sofrer com isso', afirmou analista do banco. Além disso, o JPMorgan rebaixou Caixa Seguridade, preferindo IRB e Porto, o que impactou o setor de seguros.
Outros destaques do mercado
Entre outros destaques, a Intel subiu após previsões indicarem que a IA impulsionará a recuperação da empresa. O HSBC liquidou seguros de vida e saúde em Cingapura por US$ 2,1 bilhões. O presidente do Fed, Warsh, enfrenta período difícil com alta nos rendimentos dos Treasuries. No Brasil, a CVM vê 'caixinhas' do mercado se dissolvendo e busca resposta sem travar inovação.



