O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, rejeitou nesta sexta-feira (24) o risco de um 'all in' fiscal do governo Lula no ano eleitoral de 2026. Em evento da Expert XP, Durigan afirmou que a equipe econômica está comprometida em melhorar o superávit primário 'custe o que custar'.
Durigan descarta 'all in' fiscal
Durigan destacou que não há espaço para afrouxamento fiscal e que o governo manterá a disciplina para garantir a sustentabilidade das contas públicas. 'Vamos fazer o que for necessário para cumprir a meta fiscal', disse o secretário, em resposta a preocupações do mercado sobre possíveis gastos eleitorais.
Governo rechaça tarifa de 12,5% dos EUA
O governo brasileiro também rejeitou a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, alegando que a medida americana manipula um tema caro aos direitos humanos. A tarifa, que entrou em vigor hoje, afeta 99,4% das importações brasileiras para os EUA, segundo a Receita Federal.
Em nota oficial, o Itamaraty classificou a decisão como 'unilateral e injustificada', e afirmou que buscará diálogo com Washington para reverter a taxação. 'O Brasil não aceita ser penalizado por práticas que não condizem com nossa realidade', declarou o ministério.
Impacto econômico e reações
Especialistas estimam que a tarifa pode reduzir as exportações brasileiras em até US$ 3 bilhões no curto prazo. A indústria nacional, especialmente os setores têxtil e siderúrgico, será a mais afetada. Em contrapartida, o governo estuda medidas de compensação para os exportadores.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve se reunir com representantes americanos na próxima semana para discutir o tema. 'Não existe moeda que possa substituir o dólar, mas isso não nos impede de defender nossos interesses', disse Haddad, citando declaração da secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, na Expert XP.



