O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com duras críticas ao anúncio de novas tarifas comerciais pelos Estados Unidos, classificando a medida como uma sabotagem política e reafirmando o direito de recorrer à Lei da Reciprocidade. Em nota oficial, o Palácio do Planalto afirmou que continuará negociando com o governo americano, mas deixou claro que está preparado para retaliar caso as tarifas sejam confirmadas.
Reação do Planalto
Segundo fontes do governo, a investigação comercial que embasou as tarifas foi contaminada por interesses políticos ligados à família Bolsonaro. O Planalto argumenta que o mercado brasileiro já é amplamente aberto a produtos americanos e que a taxação do sistema Pix, um dos alvos da medida, é injustificável. Apesar do tom duro, o governo brasileiro mantém canais de diálogo abertos para evitar a aplicação das tarifas.
Lei da Reciprocidade
A Lei da Reciprocidade, citada pelo governo, permite que o Brasil adote medidas comerciais equivalentes contra países que imponham barreiras injustificadas. O Planalto afirma que não hesitará em usá-la se necessário, mas prefere uma solução negociada. Especialistas apontam que uma guerra comercial entre Brasil e EUA poderia prejudicar ambos os lados, especialmente setores como agronegócio e manufatura.
Enquanto isso, o presidente Lula busca apoio de outros líderes sul-americanos para fortalecer a posição brasileira. A expectativa é que novas rodadas de negociação ocorram nas próximas semanas, com mediação de organismos internacionais como a OMC.



