Os Estados Unidos decidiram, nesta quinta-feira (23), impor uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de que o Brasil falha em combater práticas de trabalho forçado nos setores produtivos. A medida, que entra em vigor nesta sexta-feira (24), faz parte de uma investigação mais ampla que atinge 60 países.
Contexto da tarifa
No caso brasileiro, a tarifa de 12,5% soma-se aos 25% que já estavam em vigor desde o dia 22, após as primeiras conclusões de uma investigação aberta especificamente sobre o Brasil em julho de 2024 pelo Escritório do Representante Especial de Comércio (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O argumento dos EUA é que o Brasil compra produtos de nações que não adotam boas práticas trabalhistas, resultando em produtos barateados que causam concorrência desleal com o mercado americano.
Produtos afetados
A investigação colocou o Brasil no grupo de países que importaram produtos supostamente feitos com trabalho forçado entre 2021 e 2025. Cinco produtos foram listados no caso brasileiro: alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco. Esses itens agora enfrentam a tarifa adicional de 12,5%.
Comparação com outros países
Além do Brasil, outros 53 países também são alvo da tarifa de 12,5%. Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão tiveram propostas de tarifas de 10%, percentual menor que o aplicado ao Brasil.
Impacto e próximos passos
A decisão dos EUA pode afetar significativamente as exportações brasileiras dos setores listados. O governo brasileiro ainda não se pronunciou oficialmente sobre a medida, mas espera-se que busque negociações para reverter a tarifa ou minimizar seus efeitos. A investigação continua, e novos desdobramentos podem ocorrer nos próximos meses.



