O governo brasileiro anunciou nesta sexta-feira que acionará a lei da reciprocidade em resposta às tarifas de 12,5% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida foi classificada como arbitrária pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), que afirmou que o Brasil não aceitará imposições unilaterais.
Entenda a decisão dos EUA
As tarifas, que passam a valer hoje, foram justificadas pelo governo americano com base em alegações de práticas comerciais desleais. No entanto, o Brasil argumenta que a medida é injustificada e viola acordos internacionais. A Secom destacou que o país buscará todos os mecanismos legais disponíveis para proteger seus interesses comerciais.
Lei da reciprocidade como resposta
A lei da reciprocidade, prevista na legislação brasileira, permite que o país adote medidas equivalentes contra nações que imponham barreiras comerciais. O governo estuda quais setores serão afetados, mas já sinalizou que pode incluir produtos americanos como alvo de retaliação. Especialistas alertam para o risco de uma escalada na guerra comercial entre os dois países.
"A lei da reciprocidade é um instrumento legítimo para defender nossa economia", afirmou o ministro da Economia, em declaração oficial. O Brasil também deve recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar as tarifas.
Impactos econômicos
As tarifas de 12,5% afetam uma ampla gama de produtos brasileiros, desde agrícolas até manufaturados. O setor agropecuário, um dos mais atingidos, já manifestou preocupação com as perdas potenciais. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que as exportações podem cair até 15% no curto prazo.
Analistas apontam que a medida americana também pode impactar o câmbio e a inflação no Brasil, já que a retaliação pode encarecer produtos importados dos EUA. O mercado financeiro reagiu com cautela, e o Ibovespa opera em baixa nesta sexta-feira.



