Quaest aponta aprovação e desaprovação de governos em 10 estados
Quaest: aprovação e desaprovação dos governos em 10 estados

A pesquisa Quaest divulgada neste sábado (1º de agosto) avalia a aprovação e a desaprovação dos governos de dez unidades federativas brasileiras. O levantamento, realizado por meio de entrevistas presenciais, traz um retrato do cenário político estadual e é um dos instrumentos mais aguardados para medir a popularidade dos governadores às vésperas das eleições de 2026.

Os resultados mostram um quadro heterogêneo entre os estados pesquisados. Enquanto algumas gestões contam com saldo positivo de avaliação, outras enfrentam índices de desaprovação superiores aos de aprovação. A percepção do eleitor, segundo a Quaest, reflete fatores como a qualidade dos serviços públicos, a situação fiscal e a capacidade de articulação política dos governadores.

Metodologia do levantamento

De acordo com a Quaest, a pesquisa foi contratada por veículos de comunicação e seguiu o padrão metodológico do instituto. Foram ouvidos eleitores com domicílio eleitoral em cada um dos dez estados, com amostras representativas por sexo, idade, escolaridade e renda. A margem de erro é de dois pontos percentuais para a maioria dos estados pesquisados, conforme divulgado pelo instituto.

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O registro da sondagem está disponível no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que exigiu a apresentação do questionário e do plano amostral. A divulgação dos dados ocorre em um momento estratégico, quando os partidos começam a definir alianças e candidaturas para o pleito de outubro.

Os estados incluídos na pesquisa

A pesquisa abrange estados das cinco regiões do país, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e outros estados das regiões Norte, Nordeste, Sul e Centro-Oeste. A escolha das unidades levou em conta o tamanho do eleitorado e a relevância política no cenário nacional.

Em São Paulo, o governo estadual está no centro do debate sobre segurança pública e habitação. No Nordeste, os governadores enfrentam o desafio da estiagem e da geração de emprego. No Sul, a agenda econômica e a recuperação após eventos climáticos extremos pesam na avaliação. A diversidade de temas explica por que os números variam tanto de um estado para outro.

Os números da aprovação e da desaprovação

Os dados consolidados apontam que a aprovação média dos governos estaduais pesquisados é de cerca de metade da população. No entanto, os extremos são bastante distintos: enquanto um governador aparece com aprovação superior a 60%, outro não alcança 35%. Esses números são semelhantes aos levantados em rodadas anteriores e indicam uma ligeira oscilação para cima na média nacional.

Nos estados onde a desaprovação é maior, a preocupação com a violência e a saúde pública são os principais fatores. Já nas gestões bem avaliadas, o eleitor destaca a responsabilidade fiscal e a execução de obras de infraestrutura. A pesquisa também mostra que a avaliação é influenciada pelo cenário político nacional, especialmente em estados onde o governador pertence a partido de oposição ao governo federal.

Impacto nas eleições de 2026

Com as eleições marcadas para 3 de outubro de 2026, os índices de aprovação e desaprovação são vistos como um termômetro da reeleição. Governadores com avaliação positiva tendem a ter mais facilidade para construir coligações e atrair investimentos para suas campanhas. Por outro lado, aqueles com desaprovação elevada precisam mudar a estratégia de comunicação e buscar entregas rápidas à população.

Segundo analistas políticos, a pesquisa da Quaest é uma das mais precisas para medir o clima político nas bases eleitorais. O instituto utiliza uma metodologia consolidada e seus levantamentos são frequentemente citados por veículos de imprensa e pelo mundo político. A série histórica da Quaest permite comparar a evolução da popularidade dos governadores ao longo do mandato.

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Reações dos governos e partidos

As assessorias de imprensa dos governadores acompanharam a divulgação com atenção. Nos palácios onde a aprovação subiu, a avaliação é de que as políticas públicas estão no caminho certo. Já nos governos com queda de popularidade, a leitura é de que o momento é de aperfeiçoamento da gestão. Os partidos de oposição utilizam os números para reforçar o discurso de mudança, enquanto as legendas da base aliada destacam as entregas realizadas.

A Quaest deve divulgar novas rodadas da pesquisa em agosto e setembro, com a proximidade do pleito. Os próximos levantamentos devem incluir também a intenção de voto para governador, senador e presidente da República, ampliando o cenário de disputa.

Expectativa para as próximas rodadas

A tendência é que os índices oscilem conforme o calendário eleitoral. A partir de 16 de agosto, as emissoras de rádio e televisão começam a exibir a propaganda eleitoral gratuita, o que pode alterar o humor do eleitor. As pesquisas de setembro devem captar o efeito das primeiras inserções e dos debates.

Os números de aprovação também são observados pelo mercado financeiro e por investidores, que enxergam nas gestões estaduais bem avaliadas um sinal de estabilidade para os negócios. Por isso, a pesquisa da Quaest vai além da política e influencia o ambiente econômico dos estados.