Mineração receberá aporte de US$ 77 bilhões até 2030
Mineração terá aporte de US$ 77 bilhões até 2030

A mineração brasileira deverá receber investimentos da ordem de US$ 77 bilhões até 2030, de acordo com projeções divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM). O montante representa um aumento significativo em relação ao ciclo anterior, refletindo a crescente demanda global por minérios considerados críticos para a transição energética e a modernização industrial.

Investimentos focados em minérios estratégicos

Grande parte dos recursos será destinada à expansão da produção de minerais como lítio, nióbio, terras raras e cobre, essenciais para baterias, veículos elétricos e tecnologias limpas. O IBRAM estima que, somente em lítio, os projetos em andamento devem receber US$ 15 bilhões até 2030. O presidente do instituto, Raul Jungmann, destacou que “o Brasil tem potencial para se tornar um dos maiores fornecedores mundiais desses insumos, desde que haja segurança jurídica e infraestrutura adequada”.

Expansão de projetos existentes

Além dos novos empreendimentos, o aporte inclui a modernização e ampliação de minas já em operação. A Vale, por exemplo, anunciou que destinará US$ 12 bilhões para melhorias logísticas e ambientais em suas unidades de minério de ferro, enquanto a CSN prevê US$ 3 bilhões em novas lavras. No Pará, estado com maior concentração de projetos, estão previstos investimentos em ferroníquel e bauxita, totalizando US$ 8 bilhões.

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Impactos econômicos e desafios

Segundo o IBRAM, os investimentos devem gerar cerca de 200 mil empregos diretos e indiretos nos próximos anos, além de aumentar a arrecadação de impostos em estados mineradores. No entanto, o setor enfrenta desafios como licenciamento ambiental demorado, infraestrutura precária e volatilidade dos preços internacionais. O governo federal tem sinalizado com medidas para agilizar concessões, mas especialistas alertam para a necessidade de maior previsibilidade regulatória.

Demanda global impulsiona o setor

A projeção otimista está alinhada ao aumento da demanda mundial por metais e minerais, especialmente da China e de economias desenvolvidas. O relatório do IBRAM aponta que a produção brasileira de minério de ferro deve crescer 15% até 2030, enquanto a de cobre pode triplicar. “Estamos diante de uma janela de oportunidade única, que requer planejamento de longo prazo e parcerias público-privadas”, afirmou o diretor de sustentabilidade do instituto, Paulo Soares.

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