Vídeo de Bolsonaro com IA pode violar regras do TSE, avaliam especialistas
Vídeo de Bolsonaro com IA pode violar regras do TSE

Um vídeo que circula nas redes sociais, gerado por inteligência artificial (IA) com a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro, está sendo analisado por especialistas em direito eleitoral. Eles avaliam que a gravação pode contrariar as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o uso de conteúdo sintético em campanhas políticas.

Entenda o caso

O material, que simula Bolsonaro discursando sobre temas eleitorais, não possui qualquer identificação de que foi produzido por IA. Segundo a resolução do TSE de 2024, peças de propaganda que utilizem tecnologias como deepfake ou outras formas de inteligência artificial devem conter aviso explícito sobre sua origem artificial. A ausência dessa sinalização configura violação das normas, conforme destacam analistas.

Regras do TSE

Desde 2024, o TSE reforçou a necessidade de transparência no uso de IA em campanhas. Em 2026, novas diretrizes passaram a exigir que todo conteúdo gerado ou alterado por IA seja acompanhado de marca d'água ou aviso visual durante toda a exibição. O descumprimento pode resultar em multa de até R$ 156 mil e até mesmo a cassação do registro de candidatura, se comprovado dolo.

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Implicações legais

Para Maria de Lourdes Oliveira, advogada especialista em direito digital, o caso é grave porque a tecnologia pode enganar eleitores. "A IA permite criar falas e expressões que nunca existiram, e sem aviso, o espectador pode acreditar que é real. Isso afeta a lisura do processo eleitoral", afirmou. Até o momento, nenhuma campanha oficial de Bolsonaro ou de seus aliados assumiu a produção do vídeo. A Polícia Federal foi acionada para investigar a origem.

Impacto nas eleições

O episódio reacende o debate sobre a regulamentação da inteligência artificial em contextos políticos. Entidades de defesa da democracia pedem que o TSE atue rapidamente para coibir a propagação de conteúdos enganosos. O tribunal já anunciou que vai monitorar as redes e pode impor sanções severas aos responsáveis.

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