O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) aprovou por unanimidade, nesta quinta-feira (9), o pedido de reforço federal na segurança durante as eleições de outubro de 2026. A solicitação, feita pelo governador Ricardo Couto, será encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para análise e implementação.
Contexto do pedido
O governador Couto fez o pedido após ser questionado pelo presidente do TRE-RJ, desembargador Henrique Figueira, em junho deste ano, sobre a necessidade de apoio federal para garantir a segurança do processo eleitoral. A decisão do TRE-RJ atende à preocupação com a escalada da violência e disputas territoriais no estado, que colocam em risco a integridade dos eleitores e o livre exercício do voto.
Detalhes da aprovação
A aprovação ocorreu durante sessão plenária do TRE-RJ, com votos favoráveis de todos os membros presentes. O presidente do tribunal, desembargador Figueira, destacou a importância do apoio federal para assegurar a tranquilidade dos eleitores. “A segurança pública no Rio de Janeiro enfrenta desafios complexos, e a presença de forças federais é fundamental para que as eleições transcorram sem incidentes”, afirmou.
O pedido inclui a atuação conjunta da Polícia Federal, Força Nacional e, se necessário, das Forças Armadas, em áreas classificadas como de maior risco. O TRE-RJ também solicitou o monitoramento de áreas dominadas por milícias e facções criminosas, que historicamente interferem no processo eleitoral.
Impacto e próximos passos
Com a aprovação, o TSE deverá avaliar a solicitação e definir o contingente e as áreas de atuação. A expectativa é que o reforço federal esteja operacional já no primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. O governador Couto comemorou a decisão: “É um passo importante para garantir que o cidadão fluminense possa votar com segurança e liberdade.”
O Rio de Janeiro tem histórico de violência política e confrontos entre grupos armados, o que motivou a medida. Em 2024, o estado registrou aumento de 15% nos casos de intimidação a candidatos, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública. O reforço federal visa coibir essas práticas e assegurar a normalidade do pleito.



