Silvia Waiãpi, ex-deputada federal pelo PL do Amapá, teve seu nome retirado da nominata do partido para a disputa à Câmara dos Deputados em 2026. A decisão foi tomada durante a convenção partidária que selou aliança com PSD, Podemos e Novo no estado. Waiãpi alega perseguição e preconceito, mas o PL justifica o veto com base na Lei da Ficha Limpa, após a cassação de seu mandato por uso indevido de R$ 9 mil em campanha para harmonização facial.
Cassada por harmonização facial com dinheiro de campanha
Silvia Waiãpi, que se apresentava como pré-candidata à Câmara dos Deputados, foi cassada após a Justiça Eleitoral comprovar que ela utilizou R$ 9 mil do fundo de campanha para realizar procedimentos de harmonização facial. A ex-deputada, que se autodenomina indígena bolsonarista, teve seu mandato cassado em decisão que transitou em julgado, tornando-a inelegível por oito anos conforme a Lei da Ficha Limpa.
Veto do PL e alegações de perseguição
O Partido Liberal (PL) comunicou a Waiãpi que seu nome foi excluído da lista de candidatos durante a convenção. Em nota, a legenda afirmou que a decisão seguiu critérios técnicos e jurídicos, respeitando a legislação eleitoral. Silvia Waiãpi, no entanto, declarou à imprensa que é vítima de perseguição política e preconceito por ser indígena e mulher. "Sou alvo de perseguição dentro do próprio partido. Não aceitam uma indígena bolsonarista", disse.
Aliança no Amapá e impacto na candidatura
A convenção que selou a aliança entre PL, PSD, Podemos e Novo no Amapá definiu as nominatas para os cargos proporcionais. Com o veto, Waiãpi fica fora da disputa, mas ainda pode recorrer à Justiça Eleitoral para tentar reverter a decisão. O PL, por sua vez, mantém que a medida visa cumprir a Lei da Ficha Limpa e evitar futuras impugnações.



