Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra o presidente Lula (PT) com 45% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 37%. A diferença de 8 pontos percentuais é a maior já registrada pelo instituto nesse confronto.
Metodologia e margem de erro
O levantamento ouviu 2.000 eleitores presencialmente entre os dias 12 e 14 de julho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01234/2026.
Rejeição e conhecimento dos candidatos
A pesquisa também mediu a rejeição dos políticos. 50% dos entrevistados afirmaram que conhecem e não votariam em Lula de jeito nenhum. Já 57% disseram o mesmo sobre Flávio Bolsonaro. O senador tem um índice de rejeição superior ao do presidente, o que pode explicar a vantagem de Lula no cenário de segundo turno.
O levantamento também perguntou sobre o nível de conhecimento dos candidatos. Praticamente todos os eleitores (99%) conhecem Lula, enquanto 95% conhecem Flávio Bolsonaro. Entre os que conhecem ambos, a preferência por Lula é maior.
Outros cenários
A Quaest também testou outros possíveis adversários de Lula no segundo turno. Contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o petista tem 44% contra 36%. Já contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Lula marca 46% contra 33%. Em todos os cenários, Lula aparece à frente.
“Os dados mostram que Lula mantém uma vantagem consistente, mas a alta rejeição ao presidente indica que a eleição ainda pode ser competitiva”, afirmou o diretor da Quaest, Felipe Nunes, em nota.
Impacto político
Os números são vistos como positivos para o governo Lula, que enfrenta uma crise de confiança no mercado financeiro e pressão por conta do tarifaço americano. A pesquisa pode fortalecer a base aliada no Congresso e reduzir a oposição a medidas econômicas.
Por outro lado, a alta rejeição a Lula mostra que o presidente ainda não consolidou sua popularidade. Flávio Bolsonaro, apesar de ser um nome forte do PL, tem desafios para expandir seu eleitorado para além do núcleo bolsonarista.



